quinta-feira, 6 de novembro de 2008

OBAMA.

Na última terça-feira, os Estados Unidos da América elegeram o seu quadragésimo quarto Presidente da República; o primeiro negro.

O artigo que ora apresento aos leitores não versará acerca da vitória fantástica do havaiano Barack Hussein Obama e sim, das prévias emocionantes que antecederam a eleição entre ele e a grande advogada e senadora por Nova York, Hillary Clinton.

Durante as prévias para escolher o candidato democrata à Presidência dos Estados Unidos, vários foram os debates aos quais foram submetidos Obama e Hillary.

Debates acerca da economia, das políticas interna e externa, da Guerra no Iraque e do desemprego. Estes foram alguns dos temas discutidos exaustivamente pelos pré-candidatos. No Brasil, a situação ‘beira’ o surreal, pois os candidatos aos cargos eletivos partidários e classistas não são submetidos ao crivo popular. Simplesmente são candidatos.

Obama foi testado ao extremo. Nos Estados Unidos, além da necessidade prévia da preparação pessoal para postular o cargo, a vida pessoal dos candidatos é investigada e qualquer deslize moral pode destruir um projeto político.

Em nosso país não há prévias. Há muitas frases de efeito e as necessidades básicas do cidadão tornam-se o manancial dos discursos políticos. Lembrem-se: é feita politicagem, e não política com as necessidades dos eleitores.

Nós brasileiros devemos de uma vez por todas entender que não devemos outorgar procuração a candidatos que não apresentam capacidade real de representação. As qualidades dos candidatos não podem ser descobertas após a eleição. O risco de desapontamento é enorme!

Política partidária e classista devem ser feitas com dinamismo e ouvindo seus pares, com projetos a longo prazo e traduzidos em ações diretas e não com medidas paliativas às vésperas de um pleito.

Obama mostrou isso. Lutou contra a sua jovialidade, sua cor, seu sobrenome e contra o seu próprio partido. Lembrem-se de que, às vezes, os nossos inimigos estão ao nosso lado. Isto acontece em política!

Penso ser pouco provável que Obama olhe de forma construtiva para a América Latina. O novo Presidente Americano possui problemas macros que não permitem que ele dê uma atenção especial ao Hemisfério Sul da América.

Mesmo assim, os Estados Unidos passam por um grande momento. Um momento mágico e jamais visto desde a época da família Kennedy.

Artigo de minha autoria publicado no Jornal O Diário de hoje.


Cláudio Andrade.

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