terça-feira, 16 de setembro de 2008

TELHADO DE VIDRO TEM NOVA RODADA NA SEMANA QUE VEM.

A Justiça Federal ouve na próxima semana, nos dias 23 e 24, o depoimento de dois candidatos e autoridades, arrolados como testemunhas no processo decorrente da Operação Telhado de Vidro, realizada simultaneamente em Campos e no Rio de Janeiro, no dia 11 de março. Ao todo foram convocadas para defesa dos presos 17 testemunhas, dentre elas, a candidata a vereadora, Dilcinéia Freitas (que foi presa na operação Telhado de Vidro); o também candidato a prefeito, Arnaldo Vianna, o ex-comandante do 8º BPM, Gelesi Vieira, empresários e outras autoridades conceituadas na sociedade.

FONTE- JORNAL O DIÁRIO.

ROSINHA AMPLIA VANTAGEM, MAS IBOPE CONSIDERA EMPATE TÉCNICO.

Rosinha Garotinho (PMDB) - 41
Arnaldo Vianna (PDT) - 34
Odete Rocha (PCdoB) - 5
Paulo Feijó (PSDB) - 2
Marcelo Vivório (PRTB) - 1
Graciete Santana (PCB) - 1
Nulos/brancos - 6
Não sabe/não opiniou - 10
Margem de erro 4% para mais ou para menosForam entrevistados 602 eleitores nos dias 13 a 15 deste mês.A pesquisa foi registrada sob o número 1289/2008 na 100a. Zonal Eleitoral de Campos.

MOVIMENTAÇÕES NO SUPREMO.

Arnaldo recorre ao TSE O candidato Arnaldo Vianna protocolizou dia 13/09 Recurso Especial contra o acórdão do TRE. De acordo com o art. 62 da Resolução n.º 22.717/08 do TSE, todos os recursos sobre pedido de registro de candidatos devem estar julgados pelo Tribunal Superior Eleitoral, e as respectivas decisões publicadas, até o dia 25 de setembro de 2008.
Reclamação 6479 - Tramitação As informações solicitadas pelo Min. Joaquim Barbosa à Justiça do Trabalho chegaram ao STF. O sistema informatizado da Corte registrou na data de hoje as informações prestadas por meio do Ofício nº 2433/2008, de 11 de setembro de 2008. O pedido de liminar ficou de ser apreciado pelo Min. Joaquim Barbosa depois de prestadas as informações pela autoridade reclamada (juízo da 2ª Vara do Trabalho de Campos).
FONTE- BLOG DO CLEBER TINOCO.

SUPLENTES COMPREENDEM 20% DO SENADO FEDERAL.

Com a posse de Ada Mello (PTB-AL), prima do senador Fernando Collor (PTB-AL), chega a 19 o total de parlamentares da Casa que não foram eleitos. O número representa mais de 20% dos 81 senadores eleitos.

Ada é a segunda suplente de Collor. O primeiro é Euclydes Mello (PRB-AL), também seu primo, que já assumiu o mandato por quatro meses, durante licença anterior do titular, mas que agora está em campanha para prefeito de Marechal Deodoro (AL).

Collor tirou licença de 90 dias do Senado para se dedicar à campanha de parentes em Alagoas. Ele quer turbinar a campanha do filho Fernando James (PTB) e também do primo Euclydes. James disputa a Prefeitura de Rio Largo.

A senadora Kátia Abreu (DEM-TO) também se licenciou do cargo pelas campanhas de seu partido. Em julho, tomou posse o suplente Marco Antônio Costa (DEM). No mesmo mês, Raimundo Colombo (DEM-SC) licenciou-se. No lugar dele, assumiu Casildo Maldaner (PMDB).

OPINIÃO DO BLOG

A proposta que põem fim a suplência encontra-se parada no Congresso. Na minha opinião não será aprovada. Trata-se de uma via em que o senador coloca na suplência o seu grande financiador de campanha. Podemos citar um caso bem próximo de nós. Um dos proprietários da Universo é o senhor Wellington Salgado de Oliveira, que assumiu como senador da República na vaga de Hélio Costa que passou a ser ministro das Comunicações de Lula. Wellington Salgado foi um dos maiores financiadores da campanha de Hélio Costa em Minas Gerais. Welligton ficou mais conhecido por seus cabelos em desnível e pela defesa pacional e interesseira de Renan Calheiros.

Cláudio Andrade.

FOLHA DA MANHÃ ENTREVISTA ARNALDO VIANNA.

Folha da Manhã – Como a campanha do senhor se encontra neste momento, inclusive, sofrendo ou não o impacto do indeferimento de seu registro de candidato pelo TRE, como ocorreu em 2006?

Arnaldo Vianna – Eu fico muito tranqüilo, porque isso é sinal de que eu vou ganhar as eleições. Eles fizeram o mesmo, para deputado federal, em 2006, quando concorri sob efeito de uma liminar. O povo votou, e eu fui eleito o mais votado de Campos. Mesmo com o governo do estado se transferindo para cá para fazer a campanha do candidato dele.
Folha – A campanha se mantém, então, em um ritmo normal.

Arnaldo – Isso me estimula cada vez mais. Isso estimula e o povo já está entendendo a covardia. São pessoas que, na linguagem do futebol, não gostam de ganhar no campo, gostam de ganhar no tapetão. Sabem que se forem disputar voto a voto, vão perder. Até porque eles apostarem todas suas fichas naquele nome que seria mais viável do lado deles. Uma pessoa que já foi governadora do estado, e vem para Campos disputar eleição para prefeito, eles apostaram todas suas fichas nisso. E perder, numa situação como essa, é uma derrota muito grande.
Folha – Você considera que pela pesquisa do Ibope, a única divulgada, a campanha se afunilou entre você e a Rosinha Garotinho?

Arnaldo – Não, eu acho que está afunilada, mas não vejo isso como a influência de um resultado de pesquisa. Eu vejo como influência da participação do candidato. O que a gente vê é uma campanha muito intensa dessas duas candidaturas.
Folha – Em face disso, a eleição seria só em primeiro turno?

Arnaldo – Eu tenho dito há algum tempo. Eu acho que a eleição será decidida em turno único. Não estou aqui falando do resultado, espero que eu seja o vencedor e tenho confiança nisso.
Folha – O comportamento das outras candidaturas contribui para a projeção de um turno só?

Arnaldo – Exatamente. A eleição está muito polarizada no município de Campos. E o que a gente tem visto nas ruas é isso.
Folha – Então, para isso, qual a melhor estratégia, nesta fase?

Arnaldo – É gastar muita sola de sapato. Até porque se você olhar a questão dos programas eleitorais você atinge uma faixa do eleitorado, não a ele como todo. Nos spots (inserções comerciais) você pode atingir mais, porque a pessoa é pega de surpresa. Mas o programa eleitoral em sim, não chama tanta atenção.
Folha – A estratégia que o PMDB tem passado na campanha é que você não pode ser candidato. Até que ponto isto o prejudica?

Arnaldo – Eu já enfrento isso em algum tempo, isso aconteceu em 2006. E eu sou deputado federal. Eles tentaram essa estratégia o tempo todo. Quando eles dizem que eu não posso ser candidato, eu faço uma pergunta: se eu não pudesse ser candidato o Tribunal Eleitoral permitiria a edição de meu programa na televisão e na rádio?
Folha – Você acredita na reversão do indeferimento do registro?

Arnaldo – Com certeza, eu confio na Justiça. Relativo às contas, o problema realmente que existia, nos defendemos. Aqui na Câmara conseguimos derrubar o parecer do Tribunal de Contas do Estado. E no Tribunal de Contas da União, eu estive lá, e falei, e vou reafirmar o que falei lá: fiz e faria de novo. Eu não iria prejudicar o meio ambiente por conta de um projeto equivocado, em que lançava o esgoto in natura em um manancial hídrico.
Folha – Na eleição de 2004 e 2006 você disse que gostaria de enfrentar Garotinho. Você disputa com Rosinha. Se frustrou com isso?

Arnaldo – Quando eu falei isso, foi de coração mesmo, porque ele acha que é o dono da cidade. E eu queria a oportunidade de mostrar a ele que quem é o dono da cidade não é ele, é Deus, em primeiro lugar. E depois, quem recebe a delegação de Deus para tomar conta da cidade, o povo. E através do povo são eleitos seus representantes. Ele tem que parar com essa mania que ele é o dono de tudo, da cidade, da igreja.
Folha – Os seus adversários exploram o desgaste gerado pelo afastamento do prefeito Alexandre Mocaiber, na operação Telhado de Vidro, o candidato que você apoiou em 2006. Isso o afeta?

Arnaldo – Em absoluto. Até porquê que não fiz parte do governo de Mocaiber. O Mocaiber é o meu amigo, somos amigos desde a infância. Ele se elegeu prefeito, mas eu não tive cargo no governo dele. Depois eu fui candidato a deputado federal e me elegi. Relações administrativas eu tive quando eu fui prefeito e, ele, meu secretário de Saúde.
Folha – Você não teria responsabilidade direta pelo governo dele...

Arnaldo – O povo de Campos sabe. Quando Alexandre foi prefeito eu não fui secretário dele, exerci apenas minha função de médico, trabalhando no hospital dos Planta-dores de Cana, na Santa Casa. Depois eu fui candidato a deputado federal, assumi meu mandato e agora sou candidato a prefeito. Não tive nenhuma participação no governo. Embora, como amigo dele, nas oportunidades que tive de me encontrar, dava minhas opiniões, que poderiam ser acatadas ou não.

Folha – O que dizia a Mocaiber?

Arnaldo – Eu dizia para eles as questões que a gente deveria trabalhar. E falava para ele que o maior inimigo do administrador público, seja prefeito, governador ou presidente da República, é o gabinete. Quando você fica cercado de alguns assessores que não deixam você escutar a opinião do povo. Eu acho que isso acontecia no governo do Mocaiber e foi uma coisa que eu disse a ele: procure sair do gabinete, ir ao encontro do povo, saber sua opinião. Escute apenas a opinião de alguns assessores, porque eles não representam a média da população. E além disso, porque alguns assessores têm interesses apenas pessoais e não interesse público, nas questões da Prefeitura.
Folha – Entre os assessores de Mocaiber, há um que trabalhou em seu governo e no dele, o ex-procurador Alex Pereira Campos.

Arnaldo – Há vários outros, não só o Alex, que trabalharam no meu governo. Várias outras pessoas do governo Mocaiber trabalharam em meu governo. O doutor Alex é um deles, e trabalhou no meu governo. Naquele momento ele foi procurador, como foi procurador no governo Carlos Alberto Campista e depois procurador do Mocaiber. Assim como o doutor Edilson Peixoto trabalhou no governo de Zezé Barbosa, trabalhou no governo de Sérgio Mendes, no governo de Garotinho, trabalhou no governo de Arnaldo. Então, tem pessoas que passam pelos governos pela competência.
Folha – O que você quer dizer claramente é que é responsável só por seu governo?

Arnaldo – Exatamente. Existem pessoas que têm um comportamento dependendo do comando. E se você exerce determinada função, e o comandante orienta, aponta um caminho, aqueles que trabalham juntos vão seguir aquele caminho. Se o comandante não aponta esse caminho, se omite ou libera para que cada um siga seu caminho... O que eu acho que foi o que aconteceu no governo Mocaiber, e que era uma das coisas que eu criticava.
Folha – Você é um político de enfrenta-mento, e até por isso sobreviveu... Mocaiber não foi assim?

Arnaldo – Eu aprendi numa frase... Uma vez eu ganhei um quadro, de uma pessoa que sempre admirava, um médico, que depois se tornou uma figura política internacional, com uma frase que ele pronunciou, que dizia “hay que endurecer, pero sen perder la ternura jamás”, do Che Guevara. Você pode ser amigo, você pode usar o amor, mas em determinado momento você tem que ser firme, você tem que ser duro. O administrador tem que saber dizer o sim, saber dizer o não. Quando o ad-ministrador só diz sim, alguém perde, e quando diz só não, alguém perde também. Tem que ter equilíbrio.
Folha – Como médico, o que pensa para a Saúde?

Arnaldo – Eu tenho uma visão de saúde diferente da visão da doença. A questão da saúde passa por vários setores do governo, não só a secretaria de Saúde, não só os hospitais. Ela passa pela Educação, desde o momento que através da Educação você passa a praticar saúde preventiva. Ela passa pelo saneamento básico. No momento em que você galerias de águas pluviais, uma rede de esgoto, com esgoto tratado, você está promovendo a saúde. O conceito de saúde é muito amplo. Mas, temos que resolver inicialmente o Programa da Saúde da Família, um instrumento público, que tem quer ser resolvido em curto prazo. A questão dos nossos hospitais. Vê como funciona hoje o Ferreira Machado, o Hospital Geral de Guarus. O Hospital Geral de Guarus foi construído por mim, e acho que ele precisa ampliar o tipo de atendimento.
Folha – Não só segmentado e sim também com atendimento geral?

Arnaldo – Exatamente. Para atender todo aquele outro lado do rio Paraíba. Acho que esse é o papel que o Hospital de Guarus tem que fazer. Construir nos mesmos moldes do Hospital de Guarus o Hospital da Baixada. O Hospital São José tem um relevante serviço prestado, mas ele precisa sofrer uma intervenção. Ou seja, construir um novo hospital. O Hospital de Travessão foi construído por minha administração em parceria com os Plantadores de Cana. Resolver também a questão do mini-hospital de Santo Eduardo, de Morro do Coco. Dar a eles realmente condições de resolutividade, para que possam ser considerados hospitais regionais. Porque aí vamos entrar em um plano, que é até minha defesa de tese, pela Fundação Getúlio Vargas, que é a implantação dos distritos sanitários.
Folha – Você falou da questão do PSF. Como você vai enfrentar a questão dos terceirizados?

Arnaldo – É preciso ver que tipo de contrato era este, se era emergencial, uma prestação de serviço no nível precário, como era isto. Porque a lei é muito clara. Havia a previsão de realizar concurso público? Eu acho que o caminho é este, porque se eles estão ali é porque alguma necessidade existia. Em existindo a necessidade, que se faça da forma legal, que ao meu ver, é a realização de concurso. Garante o retorno dos terceirizados e marca o concurso. Se isso for feito agora, ótimo, se não for feito, em 2 de janeiro, uma das primeiras atitudes minhas, eu eleito prefeito, é resolver essa questão.
Folha – Mas, de qualquer forma é temerário assumir uma maquina administrativa com menos 15 mil pessoas? Você teme o colapso?

Arnaldo – Não, não temo. Por que eu não temo o colapso? Porque eu fui forjado dessa forma, a minha vida na política administrativa foi assim. Quando eu assumi a Prefeitura, eu assumi na condição de vice, com a renúncia de Garotinho. E assumi a Prefeitura em estado de caos, não tinha um tostão em caixa e com todo o Orçamento comprometido. E eu consegui dar conta. Então fui forjado dessa forma, sabendo administrar na dificuldade. E aí, eu até me lembro, quando eu estava fazendo um curso de Gestão Municipal na Fundação Getúlio Vargas, tinha um módulo do curso que era Gestão de Conflitos. Eu aprendi muito isso na prática, e depois na parte teórica. Basta que você não se esconda, não omita a verdade, esclareça tudo de início, fazendo amplo diagnóstico. Tal como na profissão, quando você faz o diagnóstico, você o apresenta e apresenta a proposta terapêutica.

Folha – Você criou em seu governo o Fundecam, um instrumento ainda em uso hoje para gerar empregos e renda. O que é possível fazer mais nesta área?

Arnaldo – É, eu criei e não foi uma idéia apenas do Arnaldo. Tínhamos encontros com a CDL, com a Acic, com a Carjopa, e a partir daí se surgiu a idéia de criar um Fundo de Desenvolvimento. O professor Aluysio Barbosa falava sobre isso, com a preocupação do desenvolvimento e dos royalties. O Fundecam tem cumprido o seu papel de atrair novas indústrias. A Schulz veio através do Fundecam no governo Mocaiber. E a propaganda do outro candidato fica dizendo que trouxe a Schulz. Agora nós temos que ampliar essa questão. Uma das críticas feitas ao Fundecam é que o Fundecam serviria para grandes empresas. Mas nós queremos ver os pequenos também, os que hoje vivem na informalidade. É a doceira, a costureira. Temos um campo enorme. E aís nós nos reportarmos ao Banco do Povo que existia na secretaria de Promoção Social. O que nós podemos fazer é um braço do Fundecam para atender também a este outro setor, para dar oportunidade aos pequenos e também ao comércio. Você pode alterar a legislação do Fundo ou você pode reativar o Banco do Povo. E aí é você ver qual movimento será mais ágil para que a resposta venha de imediato.
Folha – As pessoas levantam a questão de Garotinho em um governo da Rosinha, como também falam da influência de sua ex-mulher, Ilsan Vianna, em uma possível gestão sua. Indicaria ela para algum cargo?

Arnaldo – Em meu governo Garotinho não teria papel nenhum. Eu não vejo ele para ocupar qualquer secretaria de meu governo, porque ele não tem compromisso com o povo. Já a Ilsan, em meu governo, ela teria participação. Lógico, se ela não se elegesse vereadora, que acho que ela vai ser eleger, mas no meu governo teria participação. Como teve no governo de Garotinho. Porque eles convidaram a Ilsan para ser presidente da Fundação Trianon? A primeira nomeação de Ilsan para a Prefeitura foi de Garotinho, antes do Trianon existir, para ela poder já ir participando do projeto. No meu governo ela continuou no Trianon. Depois de cumprida essa etapa, ela foi para a secretaria de Planejamento. Pela posição de primeira-dama, ela assumiu na época a presidência da Apic, como a Rosinha Garotinho tinha sido, como a dona Zaíra já tinha sido, como todas as primeiras-damas. Não vejo dificuldade, mas acho que a Ilsan vai cumprir seu papel na Câmara como vereadora, eu acredito na vitória dela. Mas não teria menor constrangimento em nomeá-la. Mas com certeza, não nomearia Garotinho para o meu governo.


ARNALDO VIANNA DIZ QUE NÃO PARTICIPOU DO GOVERNO MOCAIBER.


Ele foi vice do ex-prefeito Anthony Garotinho (PMDB) em 1996, assumiu em 1998, quando ele renunciou. Elegeu sucessores e apoiou o prefeito Alexandre Mocaiber (PSB), mas define: “Eu sou amigo de infância de Alexandre, mas não fiz parte de seu governo”. Ele cita que em diferentes momentos aconselhou Mocaiber a “sair do gabinete” e ouvir menos os assessores e ir “ao encontro do povo”. Arnaldo está confiante no pleito que participa: tem certeza de que conseguirá seu registro liberado por instância superior. “Diziam que eu não podia ser candidato a deputado federal e eu fui eleito, o mais votado de Campos. Deixem que falem que não sou candidato”. E aposta que a eleição pode ser em um turno só, o que não ocorre desde 2000. “A campanha está polarizada. Não estou falando de resultado, mas espero que saia vencedor e tenho confiança.

FONTE- FOLHA DA MANHÃ.

REPASSES ILEGAIS.

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) considerou ilegal o repasse de PIS e Cofins ao assinante do serviço de telefonia fixa. A decisão foi tomada pela corte ao rejeitar um recurso da operadora Brasil Telecom que pretendia permitir a cobrança. Os ministros seguiram o entendimento do relator, ministro Herman Benjamin. No pedido, a empresa de telefonia tentava modificar decisão do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS) ao discutir as incidências diretas do PIS e da Cofins sobre o preço dos serviços de telefonia.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

SERÁ QUE VOCÊ TEM TANTOS PROBLEMAS ASSIM?

Se você estiver nesse momento reclamando da vida e achando que tudo está dando errado para você pense bem: você ainda não sabe o que é superação. Lembre-se que existem pessoas com dois braços que não conseguem sequer erguê-los para uma atitude útil ou de caridade.

Cláudio Andrade.

IBOPE PARA PREFEITO DE CAMPOS AMANHÃ NA INTERTV.

Na sua segunda edição, o jornal apresentará a nova pesquisa IBOPE para prefeito de Campos. Acredito que a grande novidade será a subida considerável de Odete Rocha e a estagnação de Feijó. Caso isso se confirme, poderemos vislumbrar pela primeira vez, um possível segundo turno.

Cláudio Andrade.

RIO OCUPA O TERCEIRO LUGAR EM CTPS ASSINADA.

O número de trabalhadores com carteira assinada continua crescendo no país e bateu novo recorde em agosto, com a criação de 239.123 postos, um crescimento de 79% em relação ao mesmo período de 2007. Entre janeiro e agosto, o mercado formal de trabalho alcançou 1,8 milhão de empregos, também o melhor resultado para a série do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho, iniciada em 1992. O setor de serviços continua puxando as contratações e registrou no mês passado a abertura de 95.191 vagas. Em seguida, estão a indústria da transformação, com 54.756, seguida por comércio (54.159) e construção civil (35.882). Acompanhando o bom desempenho da economia, este segmento foi o que apresentou o maior crescimento relativo, superando mais de duas vezes a média nacional. Entre os estados, o principal destaque foi São Paulo, que respondeu pela contratação de 83.592 trabalhadores. Minas Gerais aparece em segundo lugar, com 19.770, e o Rio em terceiro, com 17.565 postos.

MORRE O TECLADISTA DO PINF FLOYD.

O músico e tecladista Richard Wright, um dos fundadores do grupo de rock progressivo Pink Floyd, morreu nesta segunda-feira (15). A informação foi revelada por um porta-voz do grupo. Wright estava com 65 anos e sofria de câncer.

"A família de Richard Wright, membro fundador do Pink Floyd, anuncia com grande tristeza que Richard morreu hoje, depois de uma rápida batalha contra o câncer", disse seu porta-voz em um comunicado. "A família pediu que sua privacidade seja respeitada nesta hora difícil."

Wright conheceu os também membros do Pink Floyd Roger Waters e Nick Mason na faculdade. Juntos eles formaram a banda Sigma 6, que viria a se tornar o Pink Floyd.

O TOQUE MÁGICO.

Você não imagina como eu espero que Deus te oriente quando estiveres a frente dessa máquina do futuro. Dependendo de sua independência, ao usar essa máquina, poderei viver um novo tempo repleto de progresso e administração. Um novo tempo focado na lisura e no respeito pela coisa pública. Esqueçam as telhas e os tijolos. Superem as dificuldades e as possíveis dependências e promovam um grito de liberdade. Sejam cidadãos independentes e provem que tudo pode ser diferente. Bem diferente!!

Cláudio Andrade.

Cláudio Andrade.

O ESTADO COATOR.


A foto retrata bem a situação de nosso país. O poder estatal, que movimenta-se com os tributos pagos por nós aparece coagindo, mesmo que de forma psicológica o eleitor\contribuinte. Essa incrível inversão de valores é que nos fazem admitir que há necessidade de uma drástica mudança. As forças de segurança do Estado não podem ser vistas como mais um inimigo e sim, uma mão estatal em defesa do cidadão.

Cláudio Andrade.

AS MANCHETES DE HOJE NOS PRINCIPAIS JORNAIS DO PAÍS.

Folha: Verba do Petróleo não melhora nível da escola pública

- Globo: Poder paralelo faz TRE pedir tropas para 2ºurno no Rio

- Estadão: Impasse em negociação deixa Lehman à beira da liquidação

- JB: Só Solange quer a aprovação automática

- Correio: Concurso da PMDF vai abrir 1.500 vagas

- Valor: Crédito à construção bate recorde, mas falta recurso

- Gazeta Mercantil: Jazidas de Serra Pelada voltam à cena

- Jornal do Commercio: Igreja Batista chora seus mortos


NOVA MEDIDA JUDICIAL EM FACE DA PREFEITURA DE CABO FRIO.

A medida foi concedida a pedido da Promotoria da 96.ª Zona Eleitoral, nos autos da ação de abuso do poder eleitoral movida contra o Prefeito de Cabo Frio, Marcos da Rocha Mendes, candidato à reeleição.A Promotora Isabela Estevão recebeu hoje, dia 15, os documentos apreendidos na sede da Prefeitura.
Ela está analisando ainda as folhas de pagamento apreendidas em diligência anterior.Agora foram apreendidas as folhas de três fundos mantidos pela Prefeitura de Cabo Frio: de Promoção Social, de Saúde e de Ciência e Tecnologia.
Caso tenham fundamento as novas denúncias contra Marcos Mendes, a Promotoria Eleitoral deverá pedir outra vez o indeferimento do registro da candidatura do político. Ele já teve o registro impugnado em primeira instância, por abuso no uso dos meios de comunicação.

FONTE- BLOG DO RICARDO ANDRÉ.

GRUPO IMNE TEM NOVO INTERVENTOR.

Zízimo soube nesse momento que o grupo IMNE tem novo interventor. Trata-se do Dr. Gustavo Juarez, clínico geral, que agrada em cheio os funcionários do grupo. Vamos aguardar, pois algumas fontes de dentro da instituição não acreditam que ele irá ser mantido por muito tempo na função.

Cláudio Andrade.

UMA GRANDE E JUSTA SENTENÇA.

A juíza Cristiana Aparecida de Souza Santos, da 4ª Vara da Fazenda Pública, determinou nesta segunda-feira (15) que o estado pague por seis meses uma pensão equivalente a dez salários mínimos (R$ 4.150) ao taxista Paulo Roberto Barbosa Soares, pai do menino João Roberto. A juíza deferiu ainda o pagamento de tratamento psiquiátrico, no valor de três salários mínimos mensais (R$ 1.245), não só para o pai, como para a mãe, Alessandra Amorim Soares, o filho do casal, Vinícius, e os avós Cyrene da Silva Amorim e Lurimar Barbosa de Souza. O menino foi morto aos 3 anos, quando o carro de sua mãe foi baleado por PMs na Tijuca, Zona Norte do Rio.

O governo do estado informou que ainda não foi notificado e que só se pronunciará após ter conhecimento do conteúdo da decisão.

O advogado João Tancredo anexou ao processo laudos médicos atestando o desequilíbrio emocional de Paulo Roberto após a morte de seu filho, em julho deste ano, o que o impossibilitou de trabalhar. Foram anexados ainda ao processo documentos do Sindicato dos Taxistas informando a média de diárias recebidas por dia.

OPINIÃO DO BLOG

Tenho certeza que o governo do Estado vai recorrer. Trata-se da natureza dos entes federativos. Mesmo assim, é muito satisfatório saber que alguns magistrados são desprendidos de qualquer receio de sentenciar contra o Estado. Espero que o recurso do Estado não seja provido e que a sentença seja confirmada.

Cláudio Andrade.

NO MUNDO DA LUA.

A imagem ao lado tem para a política campista, na minha opinião, um significado diverso dos tradicionais. Representa a cabeça de inúmeros candidatos a vereador, que completamente alheios a importância do cargo que pretendem ocupar, dificultam a eleição de uma minoria, que realmente poderia mudar a atual Câmara. Sou plenamente a favor do regime democrático, em que todos podem postular um cargo eletivo, entretanto, muitos continuam no mundo da lua, candidatando-se somente para ocuparem cargos futuros ou milagrosamente eleitos, ocuparem uma secretaria municipal e deixar que o suplente, mediante acordo político, ocupe uma vaga pela qual não foi escolhido pelo voto popular.
Cláudio Andrade.

MAIS UM DA FAMÍLIA COLLOR TOMA POSSE NO SENADO.

A assistente social e psicóloga Ada Mello (PTB-AL) tomou posse nesta segunda-feira (15) no Senado na vaga do primo, o ex-presidente Fernando Collor de Mello (PTB-AL), que tirou uma licença de 120 dias.
Ada Mello é a segunda suplente de Collor. Segundo sua assessoria, ela nunca exerceu cargo público.
Presidente do diretório estadual do PTB em Alagoas, Collor tirou licença para se dedicar à campanha eleitoral no estado. É a segunda licença que o senador tira desde que assumiu o cargo, em 2006.

PESQUISA ELEITORAL PARA PREFEITO.

Zízimo esteve hoje de manhã na Universidade Cântico das Mentes na cidade de Pindorândia e soube o seguinte: A universidade fez uma pesquisa eleitoral com aproximadamente 1.430 pessoas, para controle interno e identificou o seguinte. A disputa para prefeito está definitivamente concentrada nos dois primeiros candidatos. Com 1% de vantagem do primeiro para o segundo. A equipe perguntou também em qual candidato o eleitor não votaria nunca. O segundo colocado teve 46% de indicações, enquanto o primeiro colocado na pesquisa teve 43%. Isso demonstra que a cidade de Pindorândia poderá eleger um prefeito com aprovação popular ínfima.
Também foi averiguada na pesquisa como andam os candidatos a vereador. Em primeiro lugar está o candidato da energia elétrica. Mas a grande novidade é um candidato que pode sair de seu reduto eleitoral com mais de 2.300 mil votos. Ele é conhecido lá como comida para bebê e quando jogava futebol só mandava as bolas no Travessão. Outra surpresa é que um médico antigo e já vereador, avançou nas pesquisa e pode tirar a vaga daquele usa o galo para anunciar a sua chegada.
Por fim, a eleição tende a ir para o segundo turno. O terceiro colocado nas pesquisas fará uma votação que será suficiente para levar o pleito para a segunda fase.

ROYALTIES NÃO MELHORAM A EDUCAÇÃO NO RIO DE JANEIRO.

9 cidades que mais obtêm recursos não se destacam de outras do Sudeste, diz estudo

Pesquisa da Universidade Candido Mendes levou em conta o desempenho de escolas no Ideb e o número de docentes com nível superior

Se o país realmente quiser utilizar recursos da exploração de petróleo na camada pré-sal para investir em educação, como tem defendido o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, seria prudente, antes, analisar com lupa os resultados das cidades que mais recebem royalties de petróleo em todo o Brasil.

Um estudo da Universidade Candido Mendes mostra que no Rio de Janeiro -Estado que mais recebe royalties no país- os indicadores de qualidade e de infra-estrutura nas escolas dos nove municípios mais agraciados com recursos do petróleo em nada se destacam em relação a escolas do Sudeste.

A pesquisa, de Gustavo Givisiez e Elzira Oliveira, será apresentada no 16º Encontro Nacional de Estudos Populacionais, que começa no final do mês. O estudo aponta que, na média, os royalties não fizeram diferença até 2006, quando se analisa o conjunto de escolas de Quissamã, Rio das Ostras, Carapebus, Macaé, Casimiro de Abreu, Búzios, Campos dos Goytacazes, São João da Barra e Cabo Frio -cidades do Rio.

OPINIÃO DO BLOG.

Trata-se de mais um dado a ser observado pelos candidatos a prefeitura. Os finitos Royalties não foram capazes de qualificar o ensino público. Vale dizer ainda, que a redução do repasse é uma realidade. Diante disso, qual seria a alternativa do novo gestor para essa drástica situação educacional?

Cláudio Andrade.


domingo, 14 de setembro de 2008

LIMITAR TEMPO DE PERMANÊNCIA EM UTI É ILEGAL.

A Súmula 302 do Superior Tribunal de Justiça considera abusiva a cláusula contratual de plano de saúde que limita o tempo de internação do consumidor/paciente.
Ao adotar esse posicionamento, o STJ reconhece como sendo inválidas as cláusulas nesse sentido, presentes em contratos de plano de saúde, mesmo que estejam expressas ou constem de contratos firmados anteriormente à Lei 9.656/98, que disciplinou o setor.
A publicação da Súmula, além de representar a consolidação do entendimento do Tribunal na matéria, significa o reconhecimento da vulnerabilidade do paciente/consumidor, a prevalência do princípio da boa-fé objetiva e opção por uma solução humanista para o problema.

A propósito, merece destaque trecho da ementa do REsp 251.024, Relator Min. Sálvio de Figueiredo, DJ de 04.02.2004: “Tem-se por abusiva a cláusula, no caso, notadamente em face da impossibilidade de previsão do tempo da cura, da irrazoabilidade da suspensão do tratamento indispensável, da vedação de restringir-se em contrato direitos fundamentais e da regra de sobredireito, contida no art. 5° da Lei de Introdução ao Código Civil, segundo a qual, na aplicação da lei, o juiz deve atender aos fins sociais a que ela se dirige e às exigências do bem comum.”

FONTE-BRASILCON.

DENTISTAS NO BANCO DOS RÉUS.

Em decisão unânime, a 10ª Câmara Cível do TJRS confirmou condenação de dentista por imperícia na realização de implantes dentários. O profissional deverá indenizar a paciente por danos materiais, morais e estéticos. Os valores serão corrigidos monetariamente pelo IGP-M acrescidos de juros legais (confira abaixo). Conforme o Colegiado, ficaram comprovados o agir imprudente do réu e o tratamento dentário frustrado, resultando em seqüelas que impossibilitaram novos implantes. A responsabilidade do profissional é objetiva porque assumiu obrigação de resultado.
A autora da ação informou que, na primeira consulta, o dentista deixou de realizar exames rotineiros, como raio x, cortando a arcada dentária dela e implantado sete parafusos, que posteriormente sustentariam as próteses dentárias. Decorrido algum tempo, entretanto, houve descolamentos, afrouxamento e queda de implante, culminando com a retirada dos parafusos. Perícia constatou que a má-colocação dos pinos afetou nervos, causou perda óssea, impossibilitando nova realização de implantes.
O relator do apelo do dentista, Desembargador Luiz Ary Vessini de Lima, destacou que estão comprovados os dissabores sofridos pela autora da ação, “porquanto frustrado o resultado almejado com o tratamento do implante dentário.” Salientando o laudo pericial, afastou argumentos de que no caso houve apenas rejeição natural dos pinos.


PARA OS CANDIDATOS A PREFEITO.

No jornal O Globo de hoje, na página 19, se encontra a seguinte frase em destaque:

"É um grande desafio, pois a viagem é exaustiva. Mas, em se tratando da vida de um filho, iria até andando"
.

Fonte- O Globo

A declaração acima é da mãe campista do menor Caio de 04 anos, que viaja 600 quilômetros, quinzenalmente, para fazer o tratamento de leucemia do filho no Rio de Janeiro. A pergunta que não quer calar: O prefeito(a) de Campos tem uma solução para isso? Temos uma secretaria de saúde forte em termos de política partidária e, em termos sociais? Continuaremos assistindo isso? Com a palavra os eleitores.

Cláudio Andrade.


ELES TAMBÉM PECAM.

Conheça os detalhes dos escândalos que abalaram o alto escalão do Poder Judiciário no Brasil. Este livro do repórter especial da Folha Frederico Vasconcelos é pleno de revelações.
Este livro eu recomendo, pois em tempos de moralidade é importante lembrar que os juízes também pecam.

Cláudio Andrade.

AUTORIZAÇÃO TEMERÁRIA DO MEC.

Li no blog do Roberto Moraes que as cidades de Quissamã e Bom Jesus do Itabapoana poderão ter faculdades. A notícia não deixa de ser boa, entretanto, temos que ter cautela na comemoração. Sou professor universitário há sete anos e desconfio demais quando mega projetos surgem e logo já se prevê início para 2009.

Não sei as diretrizes analisadas pelo MEC, contudo, sei bem que para uma faculdade iniciar seus trabalhos com base, deve ter um bom corpo docente,- que não significa ter mestres e doutores-, uma biblioteca atualizada e uma insfra-estrutura capaz de dar ao corpo discente, uma qualidade para o aprendizado.
Espero que os munícipes de Quissamã e de Bom Jesus do Itabapoana possam ter a calma necessária para não entrarem em 'barcas educacionais furadas', onde gasta-se tempo e dinheiro e, ao final, sequer conseguem o próprio diploma.

Um futuro promissor passa também pela escolha segura do estabelecimento onde depositaremos nossas esperanças.

Cláudio Andrade.

ELEIÇÕES EM ITALVA: ELIEL ESCLARECE SUA SITUAÇÃO JURÍDICA.

Eliel Almeida declara que nunca teve contas rejeitadas e possui ficha limpa no TCE-RJ

“Sou candidato e tenho ficha limpa. Ganhei na Justiça Eleitoral de Italva de forma incontestável, e nosso adversário recorreu ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE), mas ganhamos também no julgamento ocorrido no dia 4 (setembro). Houve uma fala dúbia do juiz, e o adversário se aproveitou disso para afirmar que tive meu pedido de registro de candidatura negado. No entanto, o juiz imediatamente corrigiu e manteve a decisão da juíza de Italva, porque não há nenhum processo que impeça minha candidatura”. A declaração é do ex-prefeito e atual candidato Eliel Almeida (PMDB), que concorre ao cargo novamente, pela coligação Por Amor a Italva.
Candidato explica - Eliel esteve na redação de O Diário ontem para esclarecer pontos divergentes sobre o trâmite do processo na matéria veiculada por O Diário na edição do dia 9, na qual informava que o TRE-RJ havia indeferido o registro de sua candidatura, numa ação interposta por adversário político. Mas o candidato esclarece que a decisão do dia 4, dada pelo juiz Márcio Costa, não indeferiu sua candidatura. “Ao contrário do que alardeou meu adversário, o juiz do TRE manteve o deferimento, acatando a primeira decisão da Justiça Eleitoral em Italva, quando a juíza da 141ª Zona Eleitoral, Samara Freitas Cesário, deferiu meu pedido de registro de candidatura. Ocorreu que houve uma fala dúbia do relator do processo, que ele diz que - ´destarte não há que se falar em hipótese de inelegibilidade. Em face do exposto, dou provimento ao recurso´. Só que o recurso não era nosso. O recurso era do adversário. O entendimento ficou dúbio, e aí o adversário achou que havia ganhado a ação contra nós”, ponderou Eliel, que destacou pontos cruciais do despacho:
“Corrijo, de ofício, erro na Decisão de 04/09/08, eis que o correto é: Nego provimento ao recurso, para manter a decisão do juízo a quo, com o conseqüente deferimento do pedido de registro de candidatura, uma vez cumpridas as condições de elegibilidade”, destacou Eliel, que finalizou: “Tanto a 141ª Zona Eleitoral quanto o TRE-RJ mantiveram meu registro de candidatura, porque sou um dos poucos prefeitos no Estado do Rio que teve todas as contas aprovadas pela Câmara de Vereadores. E tambémnão tenho nenhuma conta reprovada pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE)”, frizou.

FONTE- O DIÁRIO.

COLUNISTA DA FOLHA ANTECIPA DEBATE E FAZ DEFESA DE ARNALDO.

LEIA O TRECHO DA COLUNA DE SAULO PESSANHA.

"Debate


Arnaldo Vianna participará do debate da InterTV Planície no dia 2 de outubro. Ele deixa claro que vai para o programa disposto a expor idéias e planos de governo. Mas admite que estará preparado para enfrentar qualquer provocação dos adversários.

Documentos

Arnaldo diz que, caso Rosinha fale de supostas contas bancárias suas no exterior, ele vai puxar documentos e exibir para a candidata. Um deles é a certidão de nascimento do seu filho Caio, “provando que não poderia ter conta na Alemanha, já que nem nascido era”.

OPINIÃO DO BLOG.

O nobre e respeitado colunista antecipa o debate do dia 02 de Outubro e adianta algumas questões. Faz uma defesa clara de Arnaldo, demonstranto a sua predileção. Direito dele. Espero que a Folha enquanto instituição forte que é, mantenha-se neutra.

Cláudio Andrade.

GAROTINHO É METADE DA ENTREVISTA.

Li a entrevista da ex-governadora Rosinha ao Jornal Folha da Manhã e observei o seguinte: a metade da entrevista é focada no seu marido, o também ex-governador Garotinho. A atitude da Folha, ao meu sentir é estranha, pois Garotinho, por mais que exerça influência nas ações de sua esposa, não é o candidato. A Folha continua exercendo o seu fascínio pelo Garotinho, oferencendo-lhe mídia gratuita. Insta salientar, que Folha e Garotinho romperam, após a eleição de Sérgio Mendes. Nessa eleição, a Folha esteve ao lado de Garotinho.

Cláudio Andrade.

FOLHA DA MANHÃ: ENTREVISTA COM ROSINHA GAROTINHO.

Folha da Manhã — Gostaria que a senhora avaliasse essa fase da campanha, tendo como referência a pesquisa registrada e divulgada que foi a do Ibope, da Inter TV Planície.

Rosinha Garotinho — Para mim o resultado da pesquisa foi muito bom. Até a data da pesquisa, eu tinha dois meses de campanha e isso veio mostrar publicamente que a candidatura que existia como a favorita não é verdade. Nessa reta final, agora, quando o eleitor começa a se decidir, existe ainda um percentual de 20% ou em torno disso de indecisos. Nessa reta final as pessoas vão prestar mais atenção nas propostas que cada um tem e nós temos uma proposta para Campos e temos apresentado isso. Nos programas de televisão, comícios, reuniões, meu próprio programa (de governo) que entrego pessoalmente.

Folha — Para trabalhar mais esse número de indecisos, a senhora deve apostar mais em que? Comícios, caminhadas?

Rosinha Garotinho — Faço tudo. Caminho, eu faço comícios, gravo programas eleitorais, faço reuniões. Nem todo mundo assiste programa eleitoral, nem todo mundo vai a comício. Às vezes o aperto de mão muda o voto. Quando você pára, conversa, encontra com pessoas indecisas nas ruas, elas se manifestam. Então, no contato pessoal a gente também vira o voto. Tudo é importante.

Folha — Como é ser a candidata de Garotinho e, ao mesmo tempo, mantê-lo longe, tentar “esconder” a grife Garotinho?

Rosinha Garotinho — Não escondo o Garotinho de meu nome. No Rio de Janeiro, eu precisei ser conhecida. Porque o conhecido era ele. Então usei o nome Garotinho e seu governo havia sido tão bom que ele fez a sucessora dele, que fui eu. Aqui em Campos, creio que nenhum cidadão tem dúvidas com quem eu casei. Eu não tenho nenhum interesse de esconder o Garotinho de meu nome, porque todo mundo sabe que ele é meu marido. Vou fazer 27 anos de casada, vivi nessa cidade a vida inteira.

Folha — Mas a própria ausência dele da campanha não mostra que a coisa caminha para um desgaste dele?

Rosinha Garotinho — De forma alguma. Nós temos uma empresa no Rio de Janeiro de catálogo porta a porta. Tipo Avon, nós temos de produtos cristãos. E tenho uma filha que é candidata no Rio. E Garotinho precisa tomar conta da empresa. Eu trabalhava na empresa, Clarissa trabalhava na empresa, Vladimir trabalhava e ele trabalhava. Eu vim para cá ser candidata, Clarissa saiu porque é candidata, Vladimir veio para ficar comigo. Ficou só ele na empresa. Eu estava gerenciando a empresa. A empresa é nossa. Ele tem que tomar conta. É de lá que eu vivo.

Folha — Mas a senhora é capaz de prescindir dessa liderança de Garotinho em Campos?

Rosinha Garotinho — Mas eu não estou prescindindo da liderança dele. Muito pelo contrário. Acho que Garotinho é uma pessoa que tem muita experiência, foi prefeito duas vezes, foi deputado, já foi secretário de Estado, ao ponto de Lula tê-lo convidado para ser ministro, ele é que não quis.

Folha — Mas ele não tem aparecido em momento nenhum.

Rosinha Garotinho — Ele tem aparecido sim. No meu programa eleitoral de ontem (quarta-feira), ele aparece lá de mãos dadas comigo e todo final de semana ele está aqui. Faz reuniões para mim e enquanto eu estou para um lado, ele está para outro.

Folha — Ele já chegou a gravar depoimento para a senhora?

Rosinha —
Ainda não, mas nós temos alguns pela frente.

Folha — A senhora usou a experiência dele em dois momentos distintos no seu governo: como secretário de Segurança Pública e como secretário de Governo. Coincidentemente, surgiram nessas duas áreas do governo da senhora problemas específicos, que resultaram nas operações Segurança Pública S/A e Pecado Capital. A senhora disse em um programa de entrevistas que ele “seria o que quisesse” em seu governo. A senhora pensa em aproveitar Garotinho especificamente em alguma área?

Rosinha — Só se ele não desejar. Eu acho que ele vai tomar conta de nossa empresa. Mas eu não discuto secretariado antes de ganhar a eleição. Mas se ele desejar ocupar algum cargo, eu não vou abrir mão da experiência que ele tem.

Folha — A senhora diz que não abre mão da experiência de Garotinho e que Campos inteiro sabe do casamento de vocês, o que é claro. Mas por que, então, seus advogados entraram como o pedido para retirar o nome dele nas urnas eletrônicas?

Rosinha Garotinho — Foi algo que o próprio jurídico fez. Eu não tinha co-mo retirar todo meu material de campanha colocado na rua em 72 horas. A gente teve que recorrer. Primeiro porque seria um prejuízo enorme, quem iria bancar todo meu material de novo de campanha? E também não haveria tempo hábil em 72 horas. O jurídico que entendeu que poderia ter que tirar, também, de lá (urnas). Não pedi aquilo e até pedi para não levar à frente. Aliás, eu soube pelo jornal. Foi uma iniciativa do próprio jurídico. Dei uma procuração para o jurídico, eles entenderam que, para garantir a propaganda na rua, teria que tirar da urna. Não vejo nenhum problema.

Folha — Como governadora, a senhora foi responsável por algumas das intervenções pontuais que estão em andamento, como a questão do setor de estaleiros, da indústria naval. E o Estado do Rio vive um momento curioso que é da expectativa do pré-sal. Como a senhora acha que seria capaz de inserir Campos neste contexto e, ao mesmo tempo, com o perfil que Campos tem de ser um dos maiores arrecadadores de royalties de gerar emprego e renda?

Rosinha Garotinho — Como governadora, lutei muito pelo Estado do Rio. Lutei por uma refinaria na região, mas Lula anunciou em Itaboraí. E isso só foi possível porque eu fui contra o oleoduto. Eles queriam passar o oleoduto e passar todo o petróleo para São Paulo. Não veio para a região que eu queria, mas veio para o Estado. Eu ainda acredito que Campos tenha espaço para uma refinaria. E hoje a Petrobrás anuncia que tem espaço para cinco.

Folha — Seria uma luta que a senhora trabalharia...

Rosinha — Trabalharia, como a luta da pré-sal. Quem mais lutou na questão da origem e destino de onde é pago o petróleo, diferente de outros como álcool e minério, fui eu. Claro, fui voto vencido porque o presidente Lula entendeu diferente. E a pré-sal é justamente para o Estado do Rio poder perder. Por que querem fazer uma nova estatal? Por que não acompanhar a legislação do petróleo que já existe? Por que querem fazer com que o estado do Rio perca? Então tem que distribuir para todos os municípios do Brasil os royalties do minério, do álcool, de tudo. Por que só do petróleo? Mas isso é uma luta. Não é ação direta da Prefeitura. E por que não tiraram ainda os royalties do petróleo daqui? Porque quando Garotinho foi governador e ele fez a renegociação da dívida do Estado com a União, ele deu como garantia os royalties do petróleo e o Banco Central não aceita mais abrir renegociação das dívidas dos estados com a União. E se abrir para o Estado do Rio, vai abrir precedência. Se não, já teria tirado.

Folha — Essas são observações no campo macro. O que se pode fazer realmente para gerar emprego e renda?

Rosinha — Quando eu era governadora, trouxe para Campos, em Barra do Furado, um porto e um estaleiro do lado de lá de Quissamã. A única coisa que ficou para a Prefeitura fazer era dragar o canal. Não dragaram, os empresários não vieram. Nós temos que retomar esse projeto. Quem trouxe a Schulz fui eu, que já tem lá seus empregos, está na quarta unidade com capacidade de ampliar os empregos. O que a Prefeitura tinha que fazer? Qualificar mão-de-obra. Não só para empresas já existentes, mas para aquelas que não vieram. Tenho ido a algumas empresas e a maior dificuldade de alguns empresários hoje é a mão-de-obra qualificada. Então nós temos que fazer parcerias por setor para qualificar a mão-de-obra. Mas não é só gerar emprego, é garantir que o emprego fique ali. Porque se essas empresas começam a fechar portas, elas iriam demitir todo mundo. Bacia leiteira, a única Parmalat do Brasil que não fechou foi aqui da região. Do Brasil não, do mundo. Porque nós, no Governo do Estado, fizemos uma intervenção. Já pensou se todos os pecuaristas não tivessem mais para onde oferecer o leite? Então, o Poder Público tem que ter sensibilidade no momento. Agora, na Prefeitura, temos que regionalizar também Campos, porque cada região é diferente uma da outra, começar a atrair. Existem pesquisas nas universidades e a gente tem que criar um fundo de pesquisa para buscar o conhecimento universitário para o desenvolvimento local e a qualidade de vida. A gente tem que começar a gerar emprego desde o campo até os empregos mais modernos, com tecnologia. E nisso Campos também está atrasado e isso a gente pode fazer através do Fundecam porque existe recurso para isso.

Folha — Falando em programa de governo, a senhora incluiu nele a passagem de ônibus a R$ 1 de qualquer ponto de Campos. E esse custo, quem é que vai pagar?

Rosinha Garotinho — Existe um projeto, que inclusive em Cabo Frio já funciona, que quanto mais passageiro você tem na linha de ônibus, mas a passagem barateia porque isso é feito pela média. Então, é um estudo técnico muito bem feito que em Cabo Frio já está funcionando e aqui em Campos irá funcionar também.

Folha — Mas pela extensão territorial de Campos, que é muito maior de Cabo Frio, a passagem de Campos a Farol, por exemplo, a R$ 1, vai ficar caro para a Prefeitura.

Rosinha —
Mas mesmo com a extensão territorial de Campos, os ônibus hoje circulam vazios.

Folha — Circulam vazios muito em função dos trabalhos das vans com passagem R$ 1. A essa altura teria sentido essa ação?

Rosinha — Tem sim, o perfil hoje de quem pega van é diferente de quem pega ônibus e de quem pega táxi. O que tem que fazer com as vans é legalizar, criar critérios, linhas alternativas por que existe espaço para todo mundo.

Folha — Mas você acha que as vans podem competir com as passagens a R$ 1?

Rosinha —
Vão, já tenho conversado com os setores, eles já entenderam.

Folha — Seria também a R$ 1 ou não?

Rosinha — Não, eles vão colocar o preço que quiserem, o que vai determinar os preços vai ser o critério quando a gente montar com eles. Eu acho que tem espaço para todo mundo, acho que tem linha circular que hoje não existe e que as vans podem fazer. Vamos apresentar aos empresários o estudo técnico, todo moldado, e que tenho certeza que será bom para todo mundo. E ainda para o transporte alternativo nós podemos dar um diferencial porque, legalizado, eles vão passar a pagar o ISS. A compensação para a passagem de ônibus ser R$ 1 e a deles um pouco mais cara é o imposto. A gente pode dar um diferencial para eles.

Folha — Notadamente. Campos vem registrando um número crescente de emplacamentos, e apesar de algumas intervenções que vêm sendo feitas, como perimetrais, o desenho é praticamente o mesmo. A senhora como governadora realizou uma mega-intervenção no trânsito de Campos que foi a ponte que liga Guarus ao Centro. Alguns estudiosos dizem que a ponte até contribuiu para aumentar o fluxo de veículos na área central. O que um eventual governo da senhora pretende fazer ate rediscutir a questão da ponte, se for o caso, e desafogar o trânsito?

Rosinha — Campos tem alguns gargalos, não é o trânsito todo da cidade que é ruim. E esses gargalos precisam ser feitos. Um deles é a 28 de março com Beira Valão. Li que cabe um viaduto perfeitamente sem atrapalhar. Ali perto da estação de trem, próximo a Alberto Torres. Não foi a ponte que criou o problema para Campos, muito pelo contrário. Nós vamos s criar uma nova engenharia do tráfego e buscar o que há de mais moderno, como por exemplo, o Jaime Lerner em Curitiba. E quero fazer uma sala de monitoramento de trânsito.

Folha — Seria uma espécie de resgate, no caso do Centro, porque a senhora como governadora, em diferentes momentos, fez diversas cobranças para que tivessem essas câmeras de segurança.

Rosinha — É verdade, não tive tempo como governadora e acho que possível através de uma parceria.

Folha — Voltando à questão da geração de emprego e das parcerias, como a senhora vê o fato de o governador Sérgio Cabral, que é de seu partido, e Garotinho, presidente do PMDB regional, não comungarem já há algum tempo das mesmas idéias, assim como acontece com Lula? Como a senhora, eleita prefeita, pretende resgatar essa parceria com o presidente Lula e com o governador Sérgio Cabral? A senhora acredita que tem capacidade de fazer uma interlocução até mais eficiente do que Garotinho?

Rosinha — Quando nós formos eleitos, a questão partidária tem que ficar de lado. Vocês mesmo noticiaram que eu saí do Rio de Janeiro como governadora e vim a Campos procurar o prefeito Mocaiber, porque a Schulz os empresários não conseguiam ter acesso e sequer ser atendidos pelos secretários deles. Pedi uma audiência ao prefeito para que atendesse, porque quando a Schulz veio para Campos eles descobriram que tinha o Fundecam e também queriam ser beneficiados pelo Fundecam. Eu acho que as questões partidárias têm que ficar de lado depois que você se elege, e lutar pela sua cidade, pelo seu estado, pelo seu país. Eu não vou me furtar hora nenhuma de sentar junto com outras autoridades. Ate porque o vice-governador Pezão já declarou que fará parcerias.

Folha — A senhora participou muito da campanha de Sérgio Cabral.

Rosinha —
Participei muito.

Folha — A senhora se ressente?

Rosinha Garotinho — De forma alguma. Eu prefiro ter crédito. O débito não é meu.

Folha — A imprensa nacional noticiou há algum tempo que a senhora tinha um projeto de se candidatar ao Senado em 2010. Esse projeto está de pé?

Rosinha Garotinho — Não, isso foi coisa da imprensa. Eu tive a oportunidade de me candidatar ao Senado se saísse em março do meu governo. Eu não quis. Preferi cumprir meu governo até o final.

Folha — E o projeto de Garotinho de se candidatar ao governo do Estado em 2010?

Rosinha Garotinho —
Pode ser um projeto, mas tem muita água para rolar.

Folha — Estamos em final de 2008 já.

Rosinha —
Mas tem muita coisa. Temos uma eleição municipal pela frente.

Folha — Mas passa pela eleição municipal o projeto dele de candidatura?

Rosinha —
Não, de forma alguma.

FONTE- FOLHA DA MANHÃ