terça-feira, 18 de março de 2014

Depois de ter AVC, mulher entra na Justiça contra prefeitura de Campos


Rose Beatriz Soares, de 43 anos, moradora de Campos dos Goytacazes, Norte Fluminense, vive há um ano sem andar, sem falar e deitada o tempo todo. Depois que ela teve um AVC, foram várias internações e nenhum sinal de melhora. O caso ficou tão grave que os médicos chegaram a exigir o serviço de homecare, ou seja, o serviço e os profissionais de um hospital, mas tudo isso dentro de casa. Mas, para ter acesso ao serviço, ela precisou entrar na justiça contra a prefeitura de Campos, que não teria atendido a recomendação médica.

Há 5 meses, o filho de Rose, Igor Stranvisnki, conseguiu autorização na justiça para a liberação do tratamento especializado, mas hoje conta apenas com técnicas de enfermagem, pagas pelo município. Por mês, Igor gasta cerca de R$ 600. Ele acabou perdendo o emprego para poder cuidar da mãe. O advogado da família tenta correr contra o tempo, já que a prefeitura de Campos contestou a decisão judicial.

Segundo a prefeitura, hoje em Campos pelo menos 300 pessoas são atendidas pelo PAD (Programa de Assistência Domiciliar) e 40 recebem assistência médica através do homecare. Em nota, a assessoria da Prefeitura de Campos diz que o caso da paciente trata-se de baixa complexidade e que, segundo a junta médica, não tem indicação para receber o serviço de home care que é destinado aos pacientes graves, que necessitam de mais recursos, como aspiração mecânica. Quanto ao material disponibilizado, a secretaria de Saúde disse ser o suficiente.

G1.

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