sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Representantes dos camelôs de Campos apresentam erros da Prefeitura e pedem igualdade e segurança



Em dezembro de 2009 o Poder Público, na tentativa de nos retirar da rua e nos realocar em um único lugar e tendo dificuldades em espaço, a prefeita, decidiu que ela iria providenciar um lugar definitivo (camelódromo) para nós todos e que enquanto isso não fosse possível ficaríamos os que trabalham na rua, cada um em seu lugar e ela arranjaria um espaço para a retirada dos permissionários do Camelódromo existente para que fosse iniciada a obra do novo camelódromo.

A partir de então nada foi feito. Em setembro de 2013 o Poder Público desta comarca mandou nos avisar que o espaço no Parque Alberto Sampaio, que estaria sendo construído de inicio, para abrigar provisoriamente os permissionários do camelódromo antigo também nos abrigaria. Houve de inicio rejeição pelos permissionários, por que 15 dias antes de sermos comunicados o Chefe do setor de Posturas Sr Mariano nos reuniu e pediu que fizéssemos mudanças em nossas bancas e até mandou um memorando e isso gerou um descontentamento, pois foi feito gastos para as melhorias exigidas por Sr Mariano do setor de posturas. 

Foi pedido desde 2009 que mantivéssemos um grupo de representantes dos permissionários de rua para estarmos acompanhando o processo de transição em um todo. Desde setembro quando nos comunicaram que iríamos sair para o local provisório até que fosse construído o novo, houve diversas reuniões somente com os permissionários do antigo camelódromo e os Órgãos competentes da prefeitura, e em nenhum momento fomos chamados, deixando transparecer que não iríamos para o local, tendo em vista que essas reuniões com os demais eram com intuito de decidir de que forma se queriam as barracas, alocação das mesmas no espaço, banheiros, como seria a segurança, houve sorteio das bancas entre eles e fomos até impedidos de entrar nas tais reuniões quando tentávamos.

Após tudo acertado entre eles nos chamaram (o grupo eleito para representar todos os permissioánios da rua) no dia 24 de Fevereiro de 2014 com o Sr Wainer Teixeira secretário de turismo e diretor interino da CODEMCA, o Major Francisco Melo, Paulinho camelô, o SenhorMariano, e seus secretários na Secretaria de Turismo, para nos comunicar que assim que transferissem os permissionários do camelódromo Michel Adadd que acontecerá dia 10,11e 12 de março de 2014 iniciariam o processo para nos transferir em seguida.

Pedi que nos fossem permitido uma visita ao novo espaço provisório até então nos negada. O Sr Wainer Teixeira que é o responsável por toda a transição encaminhou o Sr Paulo Roberto (Paulinho Camelô) funcionário da codemca e também permissionário do camelódromo, para nos mostrar o espaço. Ao serem indagados sobre saídas de emergências do espaço provisório situado no PQ Alberto Sampaio, eles disseram que ficássemos tranqüilos porque existiam quatro entradas. Uma perícia técnica ao novo espaço PROVISÓRIO para comprovaria nossa DENÚNCIA e constatar que realmente existe as quatro entradas somente frontais e que as laterais e fundos não existe saída nenhuma, se acontecer uma simples briga nós não teremos para onde correr o que dirá um incêndio. Não existe plano de inicio de combate a incêndios, assim como saídas de emergências exigidas com mais rigor após a tragédia ocorrida na boate Kiss. Que há impedimentos aos corredores de acessos ao espaço destinado aos camelôs de rua (nós), que o sol castiga esta área desde à hora do almoço até o fim do dia, que estas áreas destinadas a nós são uma área de risco, tendo em vista que ficaremos de costas para a descida da ponte de Rosinha sem proteção nenhuma caso algum carro desgoverne e invada o espaço! Isso começou errado desde momento em que a proposta que a Prefeita Rosinha Garotinho nos fez foi que ela queria nos colocar em IGUALDADE com os camelôs do camelódromo, nos dar dignidade e nos legalizar, só que a proposta não está sendo cumprida, afinal que igualdade é essa que separaram as primeiras fileiras iniciais para o sorteio das bancas do camelódromo nos deixando sobrar as duas ultimas fileiras, sem acessibilidade, no sol escaldante e em risco de vida? Porque se somos iguais, e é assim que reza a nossa constituição em seu artigo 5º, que todos temos direitos iguais, e porque fomos tratados com tanta indiferença e discriminação? Indignados e conhecendo nossos direitos é que estamos humildemente preiteando na justiça essa igualdade.

 Não nos negamos a sair concordando com o diálogo inicial de que ao sermos um só camelódromo atrairia os clientes para um único lugar, mais ainda, saindo da informalidade e nos tornado micro empreendedores nos abriria portas para melhores compras com grandes descontos e nos livraria de perdermos mercadoria quando a fiscalização do IR e PF nos cobrassem. O que queremos é dignidade, tratamento de igualdade e mais do que tudo segurança de nossas vidas e de nossos Clientes afinal são milhares de pessoas diariamente transitando.

Beatriz Piedade
Mara Santos
Representantes dos camelôs

Um comentário:

Kissila Ribeiro disse...
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