Hoje estive na Câmara dos Vereadores e assisti ao nobre parlamentar Abdu Nemme apresentar sua versão acerca da famosa ligação feita por ele, para o programa municipal "Emergência em casa".
Antes de apresentar a sua tese, o vereador divulgou para os presentes o vídeo da sessão, buscando com isso, provar que a sua ação não tratou-se de um trote e sim de uma averiguação da qualidade do serviço prestado.
A versão que o nobre edil apresentou e que foi chancelada por grande parte dos vereadores da situação, inclusive o Presidente da Casa e o líder do governo, não cola.
Vamos lá: a linha telefônica da Presidência da Câmara é utilizada por um vereador de oposição para a efetuar uma ligação para um programa de atendimento de saúde, onde o mesmo informa que se encontra em um distrito, quando na verdade estava na Câmara.
Além disso, informa que está passando mal, quando na verdade está em plena saúde e prestes a ingressar no plenário, para participar de mais uma sessão da Câmara. Isso não é trote?
O mais curioso disso tudo é que o 'morde e assopra' entre alguns vereadores confirma uma tese: quando o 'bicho pega', para a maioria dos parlamentares, não há lado político. Todos formam um bloco único, em defesa própria e em detrimento à busca de responsabilidades.
Gostaria de saber, se a referida ação fosse realizada por um servidor público ou por um cidadão do povo, qual seria a nomenclatura utilizada para a ação? Também seria averiguação da qualidade do serviço prestado?
Ao meu sentir, a unica pessoa que arcará com a culpabilidade do ato será a telefonista do programa. Que tal descobrirmos a vilã do programa "Emergência em casa"?
Cláudio Andrade