sábado, 23 de maio de 2015

Jornal 'O Dia' noticia movimento dos professores municipais de Campos


"A baixa arrecadação e os cortes nos orçamentos já provocam crises e greves também nas escolas de alguns municípios do Rio. Em Campos, no Norte Fluminense, e em São João do Meriti, na Baixada Fluminense, os professores fizeram ontem protestos nas sedes das respectivas prefeituras devido às perdas salariais.

Na cidade de Campos, 90% da categoria entraram em greve na semana passada. A principal reivindicação é que a prefeitura recomponha os salários com base na inflação do último ano. Os professores alegam que o município oferece apenas um aumento de 10% no atual abono para os educadores que trabalham em sala de aula. A proposta exclui os funcionários que não trabalham em sala em aula.

“Não foi oferecido nada. E o abono, do mesmo jeito que eles dão, eles tiram”, afirma a professora da rede Luciana Eccard.

No fim da tarde de ontem, os professores fizeram, na praça central da cidade, um ato que terminou com uma caminhada até a sede da prefeitura. O grupo, de quase quatro mil pessoas, decidiu acampar no jardim em frente ao prédio. “Quando a prefeita foi afastada, ela acampou aqui. Nós estamos fazendo o mesmo que ela fez”, afirmou Luciana.

A prefeitura de Campos é administrada por Rosinha Garotinho, ex-governadora do Rio e mulher de Anthony Garotinho, também ex-chefe do executivo estadual. Em 2010, ela foi afastada do cargo por abuso de poder econômico, mas retornou alguns meses depois por outra decisão do TSE.

O sindicato também colocou em pauta a necessidade de concurso público para todos os funcionários, merenda escolar de qualidade, melhoria da infraestrutura em todas as instituições, material didático de melhor qualidade pedagógica e incorporação da gratificação nos salários dos profissionais.

Luciana relatou também que o plano de saúde dos funcionários foi cortado e explicou que, atualmente, os educadores têm faltas médicas cortadas. Além disso, as escolas municipais que ficam em regiões rurais estão funcionando sem vigias, porteiros ou funcionários de limpeza. “As escolas estão caindo aos pedaços e ainda temos que enfrentar tudo isso sem recomposição salarial”, criticou ela.

Procurada sobre a greve, a prefeitura não retornou aos contatos da reportagem".

A matéria completa pode ser lida AQUI

Um comentário:

Felipe oliveira disse...

Boa noite. Gostaria de saber se voces tem informações sobre o adicional por titulação no plano de cargos que a prefeitura esta implementando na area da saúde. porque ate o momento so se fala em adicional por tempo de serviço. mas acredito que a gratificação por titulação, alem de incentivar a qualificacao do profissional, o reconhece e valoriza.
Alem disso, gostaria de saber se a prefeitura pretende ceder aos manifestos e dar o reajuste da inflação dos últimos 12 meses.
Gostaria ainda de saber sobre o direito de auxilio transporte para servidores que moram em outros municípios, como Rio de janeiro por exemplo e trabalham em regime de plantão.
Por fim, gostaria de saber se ha informações sobre o fim do teto para receber auxilio alimentação. os profissionais de nível superior que tem contrato de 24h não recebem.
Obrigado