A candidata Rosinha Garotinho (PMDB) abriu mão hoje da oportunidade de falar aos leitores da Folha sobre seus projetos para Campos, conforme ciclo de entrevistas fechado para o segundo turno com ela e seu oponente, Arnaldo Vianna (PDT), entrevistado ontem. Sua assessoria participou do sorteio de datas no último dia 14, quando se definiu que ela seria entrevistada pela re-dação até o dia 17, para publicação hoje de sua visão para Campos.
Não há propostas hoje dela nesta página, porque ao contrário do primeiro turno, quando manteve contato pessoal com os repórteres que a entrevistaram, e aos demais cinco candidatos a prefeito, Rosinha solicitou um tratamento diferenciado: falaria por escrito por e-mail, sem se expor ao contato direto, via apresentação das perguntas previamente.
Inicialmente, em carta encaminhada ao jornal no dia 16, a assessoria de Rosinha atribuiu a opção da entrevista à distância às limitações de sua agenda. No dia 17, sexta-feira, quando deveria ser ouvida, sua assessoria remeteu nova correspondência, insistindo na entrevista virtual indireta, mas evocando a “isonomia do pleito” e a “igual oportunidade” de responder sobre suas propostas para Campos por escrito — na verdade, o que seria uma distinção, já que Arnaldo concedeu a entrevista por presença física ao jornal.
“Isonomia” e “igual oportunidade” é o que a Folha ofereceu aos seis candidatos a prefeitura de Campos em primeiro turno. É o que tem feito em segundo turno, em postura da qual se beneficiaram não os políticos em questão, como a Rosinha, mas a população, pelo acesso ao pensamento daqueles que pretendem governar Campos.
Em documento assinado pelo diretor de redação da Folha, Aluysio Abreu Barbosa lembra a Rosinha que seu representante na reunião do dia 16, jornalista Maurício Xexéo, assinou documento em que ficava claro imperativo da entrevista pessoal, na redação do jornal. Expôs ainda que não haveria sentido a realização da entrevista por e-mail:
— Isso feria o princípio da equidade entre os candidatos, uma vez que Arnaldo já respondido pessoalmente, enquanto a senhora (Rosinha) pleiteava fazê-lo com o tempo e todos os recursos possibilitados pelas respostas por escrito.
Essas alegações foram apresentadas ao jornalista Carlos Cunha, na quinta-feira, dia 16, quando se explicou a impossibilidade do tratamento diferenciado a Rosinha. Carlos disse então que tentaria convencer Rosinha a conceder a entrevista, retornando depois com a posição obtida. Que foi, exatamente, a do não comparecimento à redação. O que leva a Folha hoje a narrar os fatos ocorridos.
FONTE- FOLHA DA MANHÃ.