Pelos menos, uma vez por ano, deveríamos repassar a nossa vida. Realizarmos uma retrospectiva como um longa metragem com vários personagens, dotado de inúmeras locações e repleto de fatos alegres e outros tristes.
O nosso cotidiano, na maioria das vezes, não permite que degustemos dos melhores momentos da forma devida. O sucesso, a conquista, a vitória são rápidas demais e não conseguimos brindá-los da forma merecida.
Na qualidade de seres humanos, somos tão indiferentes com os alertas do destino que somente a luz divina para nos frear e evitar a combustão total.
Os sinais ignorados tornam-se realidades desafiadoras que precisam de muita fé e firmeza para serem suplantados.
Na vida, a máxima do valor concedido somente a detalhes perdidos continua viva. Quando estamos diante de alertas reais, tentamos de forma desesperadora retroagir e buscar na confusão dos fatos e na surpresa das notícias, uma alternativa vitoriosa.
Algumas notícias chegam como um furacão, embaralham as emoções, contagiam o corpo, nos fazem sofrer, arrancam lágrimas escondidas, mas permite também uma redenção pautada na fé e na força de vontade.
A vida una que conduzimos todas as horas de nossa existência precisa ser respeitada. Nela, encontra-se um trevo, onde precisamos entender o que significa família, filhos, trabalho, erros, dúvidas e enganos.
A tempestade anunciada pode parecer interminável, mas o olhar fixo na esperança, nos permite enxergar além do cinza e vislumbrar de forma prévia, a glória futura.
Os 'doces' que dificultam a caminhada de hoje serão as pedras que pavimentarão o belo caminho saudável a ser percorrido em breve.
No fim disso tudo, não há nada melhor do que deitar, domir e acordar, segundo a vontade de Deus.
Cláudio Andrade