sexta-feira, 13 de maio de 2016

Pauta dos artistas somente na terça, após protocolo no CESEC


Após darem entrada com um pedido de acesso à informação, pautado em Lei Federal, requerendo da Prefeita Rosinha a cópia integral do contrato celebrado entre a Prefeitura de Campos e a empresa Construnor Empreendimentos, os artistas receberam, no Teatro de Bolso, uma comissão de gestores municipais que insistiram para que uma pauta de propostas fosse apresentada pela classe.

Conforme orientação do jurídico que assessora os artistas, a pauta será apresentada na terça, porém, mediante protocolo a ser realizado junto ao gabinete da ex-governadora, sendo uma cópia disponibilizada aos interessados, desde que haja nela, o comprovante do recebimento junto ao protocolo do CESEC.

Além desse procedimento, outros inda serão feitos, inclusive junto ao Ministério Público Estadual, afinal o Teatro está fechado há três anos e os motivos dessa morosidade precisam ser averiguados.

quinta-feira, 12 de maio de 2016

Leiam a lista dos ministros de Temer

Clique para ampliar.

Irmãs morrem após estranho quadro febril em Campos dos Goytacazes



Duas irmãs faleceram na UPA nessa madrugada. Segundo informações colhidas, às 16 horas de ontem, as duas deram entrada no HGG. Uma com febre baixa, na casa de 37 e meio e a outra, aparentemente sem quadro febril.


Atendidas por uma pediatra elas não tinham quadro de vômito ou prostração. Na madrugada elas passaram mal e foram encaminhadas a UPA, sendo que uma delas já chegou em parada cardíaca e a outra, com febre de aproximadamente 40 graus, veio a falecer logo depois.

Atualização às 09:15

Um dos parentes informaram que uma criança tinha 1 ano e 6 meses e a outra 3 anos. Relatou também que as menores já haviam ido ao HGG outras vezes com relatos de intensa dor de cabeça.

Atualização às 09: 26


As crianças que faleceram são moradoras da Rua Vala, nas proximidades do Parque Presidente Vargas. 


Informações que nos chegam agora, dão conta de que o primo das meninas que faleceram está internado no HGG. Ele tem apenas 01 ano e 11 meses. 


Mais informações em instantes.

quarta-feira, 11 de maio de 2016

Cláudio Andrade noticia protocolo dos artistas na Prefeitura de Campos

Artistas cobram à Rosinha contrato de reforma do Teatro de Bolso



Em respeito aos artistas de Campos dos Goytcazes, protocolei agora, um pedido de Acesso à Informação pautado em lei federal, requerendo à Rosinha, cópia integral do contrato celebrado pela Prefeitura e a empresa Construnor Empreendimentos, incumbida de realizar as obras do Teatro de Bolso.

terça-feira, 10 de maio de 2016

TRF reconhece situação de risco e omissão de Rosinha com a Saúde


"Obrigar a prefeitura a regularizar inúmeras situações de risco à vida humana diante da má gestão do poder público com a prestação de serviços de saúde". Esta é a determinação do recurso de tutela antecipada do Ministério Público Federal em Campos dos Goytacazes que foi acolhido pelo Tribunal Regional Federal (TRF-2).

Os desembargadores da 7ª Turma Especializada do Tribunal Regional Federal-2 reconheceram, por unanimidade, a “forte evidência de violação a direitos fundamentais e à legislação do Sistema Único de Saúde” (SUS) no município.

A ação foi movida a partir de inspeções efetuadas ao longo do ano de 2015 e instruiu vários inquéritos civis públicos e determina que a prefeita Rosinha Garotinho e o ex-secretário de Saúde Francisco Arthur Oliveira (Dr. Chicão) deem fim às irregularidades apontadas nas inspeções e denuncia a flagrante desobediência do município no cumprimento das políticas públicas relativas à saúde. O MPF aponta ainda a omissão indevida por parte dos réus citados, em efetivar as políticas públicas essenciais para a promoção da saúde

Caberá a Rosinha e ao atual secretário de Saúde, Geraldo Venâncio, a implantação de sistema de controle da assistência farmacêutica, de acordo com o SUS no prazo máximo de 60 dias, a partir da data em que a prefeitura for notificada. O MPF não informou quando foi a data da decisão.

Artistas seguem ocupando o Teatro de Bolso no Centro de Campos


Aproximadamente 30 artistas seguem com a ocupação do Teatro de Bolso Procópio Ferreira, no Centro de Campos, na manhã desta terça-feira (10). A ato começou no final da tarde desta segunda (9) com uma manifestação sob a ponte Leonel Brizola. Na manhã desta terça, vereadores da Comissão de Educação e Cultura da Câmara foram ao teatro e conversaram com os artistas. O local está fechado há três anos por causa de problemas de refrigeração.

“Queremos que o teatro retorne com suas atividades culturais e fique com as portas abertas para a população campista. O povo precisa ter acesso à cultura. Campos vive um momento de isolamento cultural. Não é apenas um problema com o Teatro de Bolso. Por exemplo, o Palácio da Cultura está com as obras paralisadas e o antigo Teatro de Arena foi destruído. A prefeita não quer a população pensando. Quer que o povo apenas aceite o que recebe. Use cabrestos. Mas, nós não vamos usar cabrestos. Não vamos desistir da cultura”, afirmou a atriz Adriana Medeiros.

O vereador Marcão, que compõe a Comissão, falou da importância da cultura em Campos e que pretende levar o assunto para a Câmara. “O teatro não está sendo usado como deveria. É preciso ter a valorização da cultura em Campos. Vamos convocar a prefeita Rosinha e a presidente da Fundação Cultural, Patrícia Cordeiro, para prestar esclarecimentos e resolver esse problema”, contou.

Os artistas devem criar uma cooperativa nos próximos dias – com apoio da Comissão de Educação e Cultura da Câmara – para buscar uma autonomia para coordenar as atividades no Teatro de Bolso.

“É um movimento coletivo que surgiu depois de conversas entre os artistas. Nós queremos que a gestão seja feita pelos artistas. Queremos administrar o teatro, com trabalho, além de abrir para palestras educativas, utilizando as verbas recebidas de forma correta”, concluiu Adriana Medeiros.

Durante a ocupação os artistas se revezam nos serviços de limpeza do teatro e prepararam os alimentos que recebem de doações. “Na noite de ontem os agentes da Guarda Municipal estavam proibindo a entrada de água e comida. O objetivo deles era que nós desistíssemos da ocupação. Mas, isso não vai acontecer”, ressaltou Thaís Tostes.

A primeira ocupação do Teatro de Bolso aconteceu em 1982, durante o governo de Zezé Barbosa (1982/88), e foi comandada pelo então vice-presidente da Associação Regional de Teatro Amador (Arta), Anthony Garotinho.

Terceira Via

segunda-feira, 9 de maio de 2016

Presidente interino da Câmara decide anular votação de impeachment de Dilma


O presidente interino da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA), assinou uma decisão nesta segunda-feira (9) para anular a tramitação do impeachment da presidente Dilma Rousseff na Casa.

Em seu despacho que será publicado na edição do Diário da Câmara desta terça (10), o deputado derruba as sessões do plenário que trataram do processo na Casa entre os dias 15 e 17 de abril e determina que o processo, que está no Senado, volte à Câmara. Maranhão determina que a Casa terá cinco sessões para refazer a votação no plenário.

Na última sexta (6), Maranhão afirmou em encontro com parlamentares, segundo o jornal "O Estado de S. Paulo": "Vocês vão se surpreender comigo".

O deputado Fernando Francischini (SD-PR) já anunciou que prepara recurso ao STF (Supremo Tribunal Federal) para derrubar a medida.

O impeachment já avançou ao Senado, tendo relatório aprovado por comissão especial, e a votação é prevista para quarta-feira (11), quando os senadores decidirão sobre o afastamento por 180 dias de Dilma. Não está certo se esse calendário será mantido.

O principal argumento para invalidar a sessão é que os partidos não poderiam ter fechado questão ou dado orientação em relação ao voto dos parlamentares, uma vez que, segundo o presidente interino, "os parlamentares deveriam votar de acordo com suas convicções pessoais e livremente". O pepista também diz que o fato de os deputados terem anunciado publicamente seus votos caracteriza pré-julgamento e clara ofensa ao amplo direito de defesa consagrado na Constituição.

O congressista alega ainda que a defesa de Dilma deveria ter sido ouvida por último no momento da votação. Há ainda uma alegação técnica de que o resultado da votação teria que ser encaminhado ao Senado por resolução e não por ofício, como teria ocorrido.

"Não poderiam os senhores parlamentares antes da conclusão da votação terem anunciado publicamente os seus votos, na medida em que isso caracteriza prejulgamento e clara ofensa ao amplo direito de defesa que está consagrado na Constituição. Do mesmo modo, não poderia a defesa da presidente ter deixado de falar por último no momento da votação, como acabou ocorrendo", diz o presidente interino.

Em sua decisão, Maranhão diz que os deputados ficam proibidos de antecipar seus votos sobre o processo para a nova votação.

Maranhão acolheu recurso da AGU (Advocacia-Geral da União) questionando a votação do processo de impeachment de Dilma, no dia 17 de abril, pelo plenário da Câmara. O impeachment foi aprovado por 367 votos contra 137, pela abertura do processo de impeachment.

Folha de São Paulo

Ex-ministro Mantega é alvo de condução coercitiva na Zelotes


O ex-ministro da Fazenda Guido Mantega foi alvo de condução coercitiva (quando a pessoa é levada a depor e depois é liberada) na 7ª fase da Operação Zelotes, deflagrada nesta segunda-feira (9) pela Polícia Federal.

A condução de Mantega foi autorizada pela Justiça Federal. Investigadores da Zelotes querem apurar a ligação de Mantega com empresa que é suspeita de comprar decisões do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), ligado ao Ministério da Fazenda.

Ainda segundo os investigadores, Mantega foi citado por suspeitos investigados na operação como amigo de um dos alvos da fase deflagrada nesta segunda-feira, Victor Sandri, dono da empresa Cimento Penha, suspeita de comprar decisões do Carf.

Inicialmente, o pedido da PF para realizar a condução coercitiva de Mantega havia sido negado pela Justiça. Depois, Ministério Público Federal e a PF reuniram novos elementos para embasar o pedido, que acabou sendo autorizado pela Justiça.

G1.

sexta-feira, 6 de maio de 2016

Administração de Rosinha na mira de Sérgio Moro





"Evento 727

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro requer autorização para ouvir o preso Marcelo Bahia Odebrecth, com a finalidade de instruir Inquérito Civil Público cuja instauração remete a contratação da Odebrecht pelo Município de Campos dos Goytacazes/RJ, para execução de obras no importe de R$ 967.377.633,63, com apontamentos de supostos pagamentos de propina a agentes públicos e políticos do Município. Agrega, ainda, pedido de compartilhamento de provas relacionadas aos fatos narrados.” (Trecho do DESPACHO/DECISÃO do Juiz Sérgio Moro)"

quinta-feira, 5 de maio de 2016

Exposição de Campos com shows confirmados

Foto: V notícia
Programação shows nacionais:

07/7- Bruno E Barreto
08/7- Jota Quest
09/7- Thiaguinho
10/7- PatitaPatata
14/7- Felipe Ret
15/7- João Bosco e Vinícius
16/7- Biquíni Cavadão
17/7- Anitta

Rosinha nomeia novo subprocurador adjunto


A Prefeita Rosinha nomeou o novo Subprocurador adjunto do município.

Trata-se de Salvador Tavares Campista Filho

Afastamento de Cunha confirma tese para anular impeachment


O advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, afirmou nesta quinta-feira (5) que o afastamento do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), por liminar do STF (Supremo Tribunal Federal), confirma a tese do governo de que o deputado agiu com "desvio de poder" no processo de impeachment de Dilma Rousseff.

Segundo Cardozo, a decisão reforça o argumento do governo de pedir a anulação o processo de afastamento de Dilma no Congresso por causa da interferência de Cunha no caso.

"Já estamos pedindo e vamos pedir (anulação). A decisão do Supremo mostra clarissimamente de forma indiscutível que Eduardo Cunha agia em desvio de poder para obstaculizar sua própria investigação. Agora ficou evidenciado por uma decisão judicial aquilo que nós temos afirmado por muito tempo", afirmou o ministro ao chegar ao Senado, onde participa de sessão da comissão especial do impeachment.

"O que o Supremo decide hoje é a demonstração do seu (Cunha) modus operandi, o que confirma nossa tese", ressaltou o ministro.

Em sua fala na comissão especial do impeachment, Cardozo repetiu a argumentação do governo aos senadores e questionou diretamente o relator do processo, Antonio Anastasia (PSDB-MG), por não contrapor em seu relatório a acusação da defesa de que houve desvio de poder por parte de Cunha ao instaurar o processo.

"Em nenhum momento o senhor refuta isso. [...] Vossa Excelência não quis enfrentar [no relatório] a questão sobre os atos de Cunha. Vai passar batido? Não vai se enfrentar essa questão Isso precisa ser melhor apurado, sinceramente", disse.

O ministro do STF Teori Zavascki determinou nesta quinta o afastamento de Cunha do mandato de deputado federal. Mesmo sendo afastado, Cunha permanece deputado, mas não pode exercer as atividades de parlamentar, deixando, portanto, a Presidência da Casa.

"É uma prova muito importante no sentido de que ele (Cunha) usava o cargo para finalidades estranhas ao interesse público, como aconteceu no caso do impeachment. No caso do impeachment foi exatamente isso que estamos alegando: ele usou com desvio de poder, usou o impeachment injustamente em benefício próprio, quando ameaçou a presidente da República de que ele abriria o processo se o PT não desse os votos (no Conselho de Ética)", disse Cardozo.

BASE GOVERNISTA

O afastamento de Cunha do seu mandato será uma das armas usadas pelos cinco senadores da base governista da comissão especial do impeachment do Senado para tentar impedir o avanço do caso.

"Temos que fazer agora uma avaliação sobre a legitimidade da decisão que foi tomada pela Câmara. Não houve desvio de poder [de Cunha] só no que tange ao seu processo no Conselho de Ética da Casa mas também na decisão de receber a denúncia contra Dilma para abrir o processo de impeachment como uma vingança", afirmou o líder do governo no Senado, Humberto Costa (PT-PE).

Os governistas pretendem questionar o relator do processo, Antonio Anastasia (PSDB-MG), sobre a legitimidade do processo já que consideram que ele teve um início viciado na Câmara. Segundo Costa, a decisão de Teori "foi tomada muito tardiamente".

OPOSIÇÃO

Líder do PSDB na Casa, Cássio Cunha Lima (PB), rebateu a estratégia dos governistas e disse que o questionamento sobre a decisão da Câmara é mais uma "tentativa de espernear". "O fato de ele ter sido afastado agora não anula seus atos prévios. Mais uma vez o PT faz um exercício de espernear", disse.

Para o tucano, a decisão de Teori pode ter sido tardia, como acusa o governo, mas foi melhor ter sido tomada "antes tarde do que nunca".

"É uma decisão atípica e incomum mas justificável diante de todas as circunstâncias, da procrastinação e da obstrução que ele vinha fazendo na Câmara e na iminência de ele se tornar o vice na linha sucessória do comando do país. É óbvio que ele não tem condições de assumir a presidência da República", disse.

Ao contrário dos governistas, Cunha Lima afirmou que o afastamento de Cunha dá mais estabilidade ao processo de impeachment. "Cunha sempre foi um fator de instabilidade. A autorização da Câmara para que o Senado instaure o processo de impeachment não foi dada pelo deputado Eduardo Cunha mas por 367 deputados", afirmou.

Folha de São Paulo

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Presidente da Venezuela imita Rosinha


Parece que a Prefeita de Campos dos Goytacazes está fazendo história. Ontem, circulou nas mídias tradicionais e on line, que o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, decretou "estado de emergência econômica" por 60 dias para atender à grave crise do país.

A decisão foi devidamente publicada no "Diário Oficial", pouco antes de o presidente apresentar seu informe de gestão pela primeira vez ante um Parlamento de maioria opositora.

Segundo matérias jornalísticas o decreto, que pode ser prorrogado por mais 60 dias, será enviado à Assembléia Nacional, com maioria oposicionista, para que faça análise e aprovação. Entretanto, a medida já entrou em vigor após ser publicada na última sexta.

Nesse caso, o Poder Executivo passa a ter direito a tomar uma série de medidas para garantir o abastecimento de bens básicos à população.

O decreto também cita que o governo pode "desenhar medidas especiais para reduzir a evasão fiscal", além de fazer compras com mais agilidade, sem passar pelas modalidades de contração pública previstas.

Boa parte das medidas não está descrita detalhadamente. Elas são mencionadas apenas como medidas necessárias ou cabíveis diante da emergência.

Pelo jeito, Maduro imitou a Rosa. Em nossa cidade, a ex-governadora do Estado do Rio de Janeiro decretou, no mês de Janeiro, situação de emergência econômica do município.

Segundo Rosinha, a medida foi necessária após o agravamento do cenário econômico nacional, pois para ela não existe crise municipal.

O decreto de Rosinha foi publicado no Diário Oficial do município com prazo de 120 dias, contados a partir do último mês de março e pode ser renovado por mais tempo, caso haja a necessidade.

O decreto, que também instituiu o gabinete de emergência até o presente momento está tão atuante quanto o sargento Garcia em sua luta diária para prender o Zorro.

Guardando as devidas peculiaridades, tanto Maduro como Rosinha possuem um fato em comum. Ambos são contrários ao Impeachment de Dilma.

O presidente da Venezuela acusa a Oposição brasileira de atuar por “ordem yankee”, referindo-se aos Estados Unidos e Rosinha, se valendo da “Operação Clarissa” ainda está ao lado de Dilma, não por ideologia e sim, pois precisa desesperadamente de grana.

Cláudio Andrade.

Prefeitura e Câmara de Campos réus em Ação do MP



Ministério Público estadual de entrada, no dia, no dia 11 de Abril de 2016, Ação Civil Pública contra a Prefeitura de Campos e Câmara dos Vereadores. A Ação tramita pela Quinta Vara Cível de nossa comarca e aguarda apreciação do magistrado acerca de uma medida urgente requerida.

Assunto: Cargo em Comissão / Nomeação / Regime Estatutário / Servidor Público Civil.

terça-feira, 3 de maio de 2016

Secretário de Fazenda sai após conseguir em Juízo que Rosinha o convoque


Dezenas de concursados que foram aprovados nos últimos certames organizados pela Prefeitura de Campos, de 2008 e 2012, tiveram que acionar a justiça para serem nomeados. Entre eles, está o advogado Roberto Landes da Silva Junior, que até esta segunda (2), era o secretário de Fazenda. Ainda em 2012, Landes impetrou um mandado de segurança junto ao Tribunal de Justiça do estado questionando a contratação de terceirizados e não convocação dos concursados. Quase quatro anos após o exame, Landes – e mais um candidato – foram, finalmente, convocados e nomeados. De acordo com o Diário oficial desta segunda, o advogado passará a ocupar o cargo de Assessor Técnico. Nesta terça-feira (3), Landes pediu exoneração. Oito anos depois de prestar concurso, quatro mulheres também foram nomeadas para o Programa Saúde da Família (PSF).

O advogado Bruno Azeredo Gomes também está na lista das nomeações. Atualmente, ele atua como subprocurador adjunto. Até o momento, não pediu exoneração ou mesmo foi destituído do cargo pela prefeita Rosinha. Bruno - que também prestou o concurso de 2012 - assumirá o cargo de Assessor Técnico, assim como Landes.

A liminar de Roberto Landes foi concedida pelo desembargador Rogério de Oliveira Souza. No documento, o advogado aponta diversas irregularidades, como a “preterição de candidatos aprovados: direito à nomeação – uma vez comprovada a existência da vaga, sendo esta preenchida, ainda que precariamente, fica caracterizada a preterição do candidato aprovado em concurso”. Landes apresentou ainda uma lista com os nomes de funcionários que estavam trabalhando na prefeitura e não haviam prestado concurso.


Roberto Landes foi procurado - por contato telefônico - pelo jornal Terceira Via para comentar sobre o assunto, mas não atendeu às ligações. Ainda assim, o jornal continuará tentando e publicará todas a versões para este fato.

Aprovadas no concurso de 2008 também foram convocadas

Ester de Souza Paes, Verônica Rosa Gonçalves Azevedo e Monique Santos Mata e Valdiana Alves Magalhães Martins, prestaram o concurso do ano de 2008. E, somente agora – oito anos depois – assumirão os cargos de Agente Comunitário de Saúde no Programa Saúde da Família (PSF).

Sempre respeitando o princípio do contraditório e buscando as diferentes versões para um mesmo fato, o jornal Terceira Via tentou contato com a assessoria de comunicação da prefeitura, sem obter respostas. Ainda assim, o jornal aguarda e publicará as versões para este fato.

Terceira Via.

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Secretário de Fazenda vai à justiça para ser convocado por Rosinha


Folha da Manhã

Cláudio Andrade entrevista João Peixoto


CA. Qual o principal motivo que levou o senhor a colocar o seu nome para apreciação como pré-candidato a prefeito de Campos pelo PSDC?

JP. Cláudio, a minha experiência de vida, de parlamentar estadual no sexto mandato e também de ser um político que faz política todos os dias, percorrendo o município e ouvindo os problemas da população.

CA. Como o senhor vê a situação administrativa de Campos dos Goytacazes?

JP. Perigosa. Sempre alertei que a gastança sem programação iria deixar o município sem dinheiro. Não houve economia e agora todos estão sofrendo.

CA. Caso o seu nome seja homologado pelo partido e o senhor seja candidato e eleito, quais os setores que precisam de um choque de gestão imediato?

JP. A saúde e a educação estão paradas. Ando muito pelo interior e vejo como o povo sofre com a falta de ambulâncias. Os postos de saúde não possuem remédios baratos como a dipirona e omeprazol. Precisamos abastecer esses postos para que as doenças não se propaguem e acabem aumentando o número de doentes que chegam todos os dias, no HGG e HFM. A falta de médicos também é outro problema sério e que precisa de uma resolução rápida e eficiente.

A educação, você como advogado e blogueiro já divulgou várias vezes a situação de Campos no IDEB e IOEB. Nossos alunos, principalmente os que não podem pagar uma escola particular estão sendo prejudicados e isso não pode continuar. Precisamos de uma secretaria de educação com pessoas de pulso firme.

CA. Ando muito pelo interior e vejo a quantidade de localidades sem água potável e rede de esgoto. Isso é um absurdo e precisa ser combatido. Qual a sua opinião?

JP. Eu também ando muito pelo interior e sei disso, pois vejo com meus próprios olhos. A Prefeitura e a empresa Águas do Paraíba deveriam organizar um mutirão nesses locais para reduzir esse problema que causa desconforto e doenças para os moradores.

CA. Todos os políticos e aqueles que trabalham com pesquisas dizem que a nominata do PSDC é a melhor. O senhor acha que o partido tem condições de fazer quantos vereadores?

JP. Eu acho que faremos no mínimo três. Não irei citar nomes, mas acho que estamos com pré-candidatos de vários seguimentos e isso é muito bom, pois irá atrair eleitores de diversos ramos.

CA. O senhor já ocupou a secretaria municipal de agricultura. Hoje, todos reclamam da falta de incentivo aos agricultores. A reclamação é real?

JP. Cláudio, o nosso município tem uma área de terra que tudo que se planta dá. Do abacaxi ao maracujá e não é possível que haja pessoas no interior vendendo suas propriedades por não conseguir plantar ou escoar a sua produção.

CA. O senhor já pensou em quem poderá ser o seu vice em uma eventual chapa para prefeito, caso isso seja referendado pelo partido?


JP. Tenho conversado com várias pessoas. Muitos nomes de expressão poderão compor a chapa comigo, mas ainda é cedo para isso, pois preciso conversar com meu grupo político, pois trabalho de forma coletiva e foi sempre assim que venci minhas eleições, mesmo estando sem o apoio da máquina municipal.


CA. Qual a mensagem que o senhor deseja deixar para o povo de Campos dos Goytacazes?

JP. Acreditem na mudança e fiquem sabendo que nunca entrei em campanha para perder. Caso o meu nome seja homologado pelo partido e eu me torne candidato irei lutar muito para que possamos ter dias melhores

Morre o empresário Sylvio Muniz do Mania de Saúde


Morreu, na manhã desta segunda-feira (2), o jornalista dono do Mania de Saúde, Sylvio Muniz. Sylvio Caveira, como era conhecido em Campos, estava internado em um hospital em São Paulo, local onde havia passado por uma cirurgia na semana passada.

Segundo amigos do empresário, Sylvio estava com uma grave doença na região abdominal e havia ido para a capital paulista para fazer um novo tratamento. Após a operação, ele ficou com o estado de saúde ainda mais debilitado.

Sylvio Muniz fundou o jornal Mania de Saúde, um mensário que aborda notícias de entretenimento, esportes e cultura e, principalmente, reportagens sobre qualidade de vida, com circulação nas regiões Norte e Noroeste Fluminense.

Ele deixa mulher e três filhos.

Fonte: Noticia Urbana.

Avaliação péssima da Câmara é analisada por Cláudio Andrade

domingo, 1 de maio de 2016

Algumas mentiras para Domingo


Quando eu penso que já li tudo, eis que me deparo com uma matéria no jornal O Dia on line.

Nela, o marido da Prefeita de Campos dos Goytacazes faz um relato que é tão real quanto uma nota de três reais.

Pior disso tudo é que o jornal publicou na íntegra. Trata-se de mais uma prova de como ainda em algumas mídias para pessoas que insistem em duvidar de nossa sanidade mental.

Abaixo, os trechos que precisam ser lidos acompanhados de pipoca e guaraná.


O Dia

“O senhor falou com a Dilma depois da votação. Como foi o papo?

Estava muito abatida. Ela me disse: “Veja como são as coisas: vou ser condenada num julgamento comandado por um bandido”. Eu respondi: “a senhora sempre soube que ele era bandido. Ele não é bandido por estar julgando a senhora. É bandido há muito tempo. Vocês deixaram. Bandido é assim. Ameaça pular a janela. Ameaça arrombar a porta. Daqui a pouco ele entra na sua casa. Foi o que aconteceu”. Ela perguntou: "o que você acha que devo fazer? Tem gente que acha que devo sair, outros que devo ficar resistindo. Eu falei: “presidente, por que a senhora não toma a iniciativa e entrega o mandato para que o povo escolha?”.

E o que ela respondeu?

Não posso falar. Mas ela ligou para o Ricardo Berzoini (Secretário de Governo) e disse: “O Garotinho deu uma boa ideia. Falou para convocarmos uma cadeia de rádio e televisão, a imprensa internacional e eu falar que saio, mas para o Temer sair também e o povo escolher o novo presidente”.
Ela disse que faria isso se fossem eleições também para o Congresso.
Mas aí não passa (risos). Deputado não quer abrir mão de mandato. E ela estava muito chateada. Disse: “olha, Garotinho, tudo que eu e o Lula fizemos por aquele Sérgio Cabral e ele me manda o filho vir aqui votar contra. Isso é um vagabundo.Gente sem palavra”

sábado, 30 de abril de 2016

Pappel: 54.65% da população considera à Câmara de Campos ruim ou péssima



O retrato obtido pelo Instituto Pappel acerca da imagem e atuação da Câmara de Vereadores de Campos é estarrecedor.

O Instituto entrevistou 2.800 pessoas e o resultado geral foi o seguinte:

Ótimo: 0.79%
Boa: 6.41%
Regular: 38.16%
Ruim: 14.49%
Péssima: 40.16%
Popularidade: 45.35%

Somados os índices Ruim/Péssimo chegamos à conclusão de que 54.65% da população de Campos dos Goytacazes não aprova a atual legislatura.

Observação: Nas Zonas 98, 99, 100 e 249, a atuação dos vereadores recebeu, pasmem, a nota ZERO, no quesito ÓTIMO. Inacreditável.

sexta-feira, 29 de abril de 2016

João Peixoto visita obras da Ponte da Integração


O deputado estadual João Peixoto (PSDC) visitou na manhã desta sexta-feira (29/04), as obras da ponte da integração que ligará os municípios de São João da Barra e São Francisco de Itabapoana.

A ponte vai ter 1.300 metros de extensão e 16 metros de largura, e vai beneficiar mais de 500 mil pessoas, ligando as duas cidades sem ser preciso passar por Campos dos Goytacazes. O trajeto será encurtado em cerca de 80 km. A Ponte da Integração passa pelo Rio Paraíba do Sul e vai ajudar no escoamento da produção dos dois municípios.

Pelo tempo de demora na conclusão da obra, os antigos pilares não foram aproveitados. O novo projeto precisou ser alterado, sendo construído novos pilares. Dentro do orçamento, também está prevista a construção de estradas que darão acesso a ponte.

Orçada em R$ 105, 7 milhões, a ponte contará com 35 pilares, sendo 17 no trecho do rio, 14 em São João da Barra e quatro em São Francisco.

João Peixoto falou da visita. "Estive visitando as obras da ponte da integração na manhã desta segunda-feira e fiquei muito feliz com o adiantamento das obras que será de grande importância para toda região, pude ver de perto que as obras estão a todo vapor." Disse Peixoto.

Blog da Alessandra Lemos.

quinta-feira, 28 de abril de 2016

Quem cuspir primeiro ganha


O ator José de Abreu e o deputado federal Jean Wyllys acertaram seus alvos. Cuspiram em pessoas que, segundo eles, os ofenderam. Ambos foram parar nas redes sociais como aqueles que resolvem seus problemas da forma que melhor lhes convêm.

Em regra, uma cusparada significa injúria (ofensa à honra subjetiva de uma pessoa). Não se trata de difamação porque não envolve a narrativa de fato desabonador. Não é calúnia porque não descreve um delito.

A história dos dois me faz lembrar uma brincadeira corriqueira feita em demasia na década de 80. Quando a galera queria que dois desafetos brigassem e a ‘pilha’-palavra que significava na época incitar- não dava certo, o provocador colocava a mão entre os dois e dizia: “quem cuspir primeiro ganha”. Ato contínuo, quando um dos brigões liberava uns 30% de volume líquido, a mão era retirada e a ‘bordoada cantava’.

Como bem dizia Abelardo Barbosa - o saudoso Chacrinha - “nada se cria, tudo se copia”.

No caso daquele que interpretou Nilo na novela Avenida Brasil e do ex-BBB faltaram argumentos e sobraram destemperos. As reações de quem é ofendido variam de pessoa e de personalidade.

O grande problema é que as cusparadas são apenas o ‘pano de fundo’ para a verdadeira crise de intolerância por que passa uma parcela considerável da população brasileira.

Vale ressaltar que não estou me referindo a pessoas sem conhecimento médio. A maioria que cospe, xinga devotos de religiões contrárias às suas, bate em homossexuais, depreda prédios públicos e pratica todos os crimes raciais possíveis, são cidadãos que se dizem ‘intelectuais’.

Os brasileiros passam por um surto de caretice tão grande que até os humoristas estão acuados, diante dos contraataques sofridos quando criam piadas que vão de encontro aos interesses, crenças e linhas políticas de alguns ‘intelectualóides’.

As cusparadas de José de Abreu e de Jean Wyllys são marcos? Não, claro que não. São atitudes que refletem o clima de animosidade que tomou de assalto do Brasil, desde que um partido perdeu a eleição para outro, situação natural em países de regime democrático.

O clima de torcida organizada é reflexo de uma sociedade que está regredindo do ponto de vista do diálogo e da respeitabilidade quanto ao pensamento alheio. Sentar-se à mesa com alguém e ter opinião contrária não quer dizer que tenhamos que, ao fim do jantar, levantar e declararmos em alto e bom som que somos inimigos declarados.

No caso do ator José de Abreu há sim, uma reação de destempero. Porém, a situação de Jean Wyllys - que cuspiu em Bolsonaro - é apenas mais uma faceta desses atores que se dizem representantes da ala GLBT e da família tradicional.

Para que os seus nichos não se diluam, ambos, de forma inteligente e mordaz, alimentam essa inimizade teatral para o deleite das torcidas clubísticas que sem o poder de dialogar, resolveram se tornar o querosene que estimula o fogo.

Cláudio Andrade.

Vídeo: Pacientes não conseguem marcar exames no HGG

Juíza Elisabete Longobardi decide e Rosinha vira ré na versão 'Odebrecht Goitacá'

D E C I S Ã O

Passo a analisar o pedido de levantamento do pedido de segredo de justiça realizado pelo Ministério Público.
Em que pese ter sido decretado o segredo de justiça, vê-se que os fatos debatidos nestes autos já circulam na mídia de forma inconsequente. Destarte, constata-se que as partes envolvidas já tomaram ciência das medidas pretendidas pelo ilustre Promotor de Justiça.
Nos últimos dias veio ao conhecimento desta Magistrada que têm sido veiculadas notícias inverídicas, irresponsáveis e irrefletidas que colocam em questão minha atuação imparcial e independente junto ao presente feito. Vejam-se os seguintes endereços eletrônicos: http://www.fmanha.com.br/politica/protocolada-cpi-da-lava-jato e http://marcaovereadorpt.blogspot.com/2016/04/lava-jato-em-campos-cpi-protocolada-e.html.
Diante da repercussão negativa que tais notícias tem tomado, inclusive à imagem desta Juíza e do próprio Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, entendo que se faz necessário o episódico levantamento do segredo de justiça deferido nos autos a fim de que os jurisdicionados tomem conhecimento sobre a verdade dos fatos.
Registre-se que a publicidade restrita (interna) às partes e seus advogados, no presente caso, só se justifica diante do interesse público ou da possível existência de documentos que digam respeito à intimidade e vida privada das partes envolvidas.
Como os documentos juntados na peça inicial são de domínio público, já que se tratam de documentos oriundos da Administração Pública Municipal, regida pelo Princípio Constitucional da Publicidade, e outros que livremente circulam pela rede mundial de computadores, por ora, não existem motivos suficientes para se manter o sigilo, especialmente diante das investidas acima registradas que maculam a imagem do Poder Judiciário e necessitam de pronta resposta.
Assim, pelo momento, não restam presentes as hipóteses normativas dos incisos art. 189 do CPC/15.
Anote-se, ainda, que a publicidade dos pronunciamentos jurisdicionais, conforme ensina a doutrina, tem como finalidade possibilitar o controle das decisões pelas partes e pela própria sociedade, o que reforça, no caso em exame, a necessidade de suspensão do segredo de justiça episodicamente, uma vez que as notícias sobre (im)parcialidade desta Magistrada partem dos representantes eleitos do povo deste Município.
Consigno as lições doutrinárias sobre o assunto:
“Os atos processuais hão ser públicos. O princípio da publicidade gera o direito fundamental à publicidade. Trata-se de direito fundamental que tem, basicamente, duas funções: a) proteger as partes contra juízos arbitrários e secretos (e, nesse sentido, é conteúdo do devido processo legal, como instrumento a favor da imparcialidade e independência do órgão jurisdicional); b) permitir o controle da opinião pública sobre os serviços da justiça, principalmente sobre o exercício da atividade jurisdicional. Essas duas funções revelam que a publicidade processual tem duas dimensões: a) interna: publicidade para as partes, bem ampla, em razão do direito fundamental ao processo devido; b) externa: publicidade para os terceiros, que pode ser restringida em alguns casos, como se verá.” (DIDIER Jr., Fredie. Curso de Direito Processual Civil: introdução ao direito processual civil e processo de conhecimento. 15ª ed. Salvador: Editora Jus Podivm, 2013, v.1, p. 61)
Com efeito, veiculou-se nos citados endereços eletrônicos que o fato do marido desta Magistrada ter supostos vínculos políticos com pessoas ligadas à Chefe do Executivo deste Município tornaria esta carente de imparcialidade para análise de assuntos ligados a tais agentes públicos.
Para chegar a tal conclusão, citou-se a presente demanda, inclusive com expressa menção que as medidas cautelares requeridas pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro teriam sido indeferidas.
Pois bem.
A decisão proferida nestes autos, diferente do que informado e publicado açodadamente e sem as devidas cautelas, não indeferiu qualquer das medidas requeridas pelo Ministério Público, mas determinou a correção da peça inicial em razão de equívocos formais que poderiam resultar na extinção prematura do processo, prejudicando a análise do caso.
Veja-se que a decisão não favorece quaisquer das partes e visa possibilitar a efetiva análise do mérito do pleito, em estrito cumprimento ao princípio da primazia da análise do mérito.
Aliás, se analisada com acuidade, a decisão desfavorece os agentes públicos citados nas publicações referenciadas, porquanto determina que o Ministério Público os inclua em sua demanda, o que não foi feito originariamente
Veja-se a íntegra do que ficou decidido:
“Defiro o pedido de segredo de justiça a fim de salvaguardar o direito à privacidade e ao sigilo dos documentos das partes envolvidas. Anote-se.
Compulsando os autos, verifico que há necessidade de emenda à petição inicial.
O valor da causa não reflete o benefício econômico pretendido com as medidas requeridas. O pedido de arresto reflete uma quantia de R$ 96.737.763,36, tendo sido atribuído à demanda o valor de R$ 10.000,00, contrariando a jurisprudência do E. STJ sobre o assunto:
"Há necessidade de atribuição de valor à causa nas ações cautelares (STJ, 3aTurma, REsp 181.823/RJ,rel.Min. Humberto Gomes de Barros, j. em 19.02.2004, DJ 15.03.2004, p. 263), correspondendo esse, malgrado a dificuldade em quantificar o direito à segurança, ao benefício econômico oriundo do acolhimento do pedido cautelar (STJ, 2a Turma, ED nos ED no REsp 509.893/SP, rei. Min. Eliana Calmon, j. em 27.02.2007, DJ 14.03.2007, p. 235)"
O requerente também faz alusão à existência de três contratos, acostando apenas um e de forma incompleta. Como os documentos foram citados na narrativa, são indispensáveis ao ajuizamento da ação, consoante lições de autorizada doutrina:
"(...) a petição inicial deve vir acompanhada dos documentos indispensáveis à propositura da causa. (...) Consideram-se indispensáveis tanto os documentos que a lei expressamente exige para que a demanda seja proposta (título executivo, na execução; prova escrita, na ação monitória etc.) - documentos substanciais, na classificação de Amaral Santos -, como também aqueles que se tornam indispensáveis porque o autor a eles se referiu na petição inicial, como fundamento do seu pedido ou pretensão - documentos fundamentais, na classificação de Amaral Santos." (DIDIER Jr., Fredie, CUNHA. Curso de Direito Processual Civil: introdução ao direito processual civil e processo de conhecimento. 16ª ed. Salvador: Editora JusPodivm, 2014, v.1, p. 468/469)
Ademais, a jurisprudência do E. STJ determina que em demandas cuja discussão envolva improbidade administrativa não pode somente o particular ocupar o polo passivo diante do que dispõe o art. 3º da Lei 8.429/92.
Veja-se:
"AgRg no AREsp 574500 / PA - AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL 2014/0222348-0 - Relator(a) Ministro HUMBERTO MARTINS (1130) - Órgão Julgador T2 - SEGUNDA TURMA - Data do Julgamento 02/06/2015 - DJe 10/06/2015 - ADMINISTRATIVO. IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. IMPOSSIBILIDADE DE FIGURAR APENAS PARTICULARES NO POLO PASSIVO DA AÇÃO DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. AUSÊNCIA DE AGENTE PÚBLICO. IMPOSSIBILIDADE. PRECEDENTES.
1. De início, não procede a alegação de ofensa ao art. 458, inciso II, do Código de Processo Civil, pois o Tribunal de origem não pecou na fundamentação do acórdão recorrido, pois decidiu a matéria de direito valendo-se dos elementos que julgou aplicáveis e suficientes para a solução da lide.
2. Verifica-se que a Corte de origem não analisou, ainda que implicitamente, "a possibilidade de se dar prosseguimento ao processo no tocante ao pedido de ressarcimento de danos impostos ao erário." Assim, incide no caso o enunciado da Súmula 211 do Superior Tribunal de Justiça.
3. Consigne-se que a análise de tese por meio de recurso especial requer o indispensável requisito do prequestionamento, ainda que seja matéria de ordem pública, entendimento este reiterado pela Corte Especial do STJ, em precedente de relatoria do Min. Castro Meira (AgRg nos EREsp 999.342/SP ).
4. É inegável que o particular sujeita-se à Lei de Improbidade Administrativa, porém, para figurar no polo passivo, deverá, como bem asseverou o eminente Min. Sérgio Kukina, "a) induzir, ou seja, incutir no agente público o estado mental tendente à prática do ilícito; b) concorrer juntamente com o agente público para a prática do ato; e c) quando se beneficiar, direta ou indiretamente do ato ilícito praticado pelo agente público" (REsp 1.171.017/PA, Rel. Min. Sérgio Kukina, Primeira Turma, julgado em 25/2/2014, DJe 6/3/2014.) (grifo nosso).
5. A jurisprudência desta Corte firmou entendimento no sentido de que "os particulares não podem ser responsabilizados com base na LIA sem que figure no pólo passivo um agente público responsável pelo ato questionado, o que não impede, contudo, o eventual
ajuizamento de Ação Civil Pública comum para obter o ressarcimento do Erário" (REsp 896.044/PA, Rel. Min. Herman Benjamin, Segunda Turma, julgado em 16.9.2010, DJe 19.4.2011).
Agravo regimental improvido."
Neste passo, não se pode olvidar que a demanda cautelar tem como marcante característica a instrumentalidade, sendo tipicamente destinada a salvaguardar a utilidade de futura ação de conhecimento ou execução, guardando com estas, portanto, estreito vínculo jurídico de dependência.
Daí que a doutrina pontua que as partes da futura demanda devem guardar correspondência com as do pleito cautelar:
"Nada impede, obviamente, a formação de litisconsórcio no processo cautelar, em todas as hipóteses em que tal coligação de partes poderia (ou deveria, nos casos de litisconsórcio necessário) se formar no processo principal. Aliás, é de se dizer que, nos casos em que o litisconsórcio seja necessário no processo principal, ele o será, também, no processo cautelar.(...)" ( Câmara, Alexandre Freitas. Lições de direito processual civil: volume 3 -- 20. ed. -- São Paulo : Atlas, 2013.)
"A legitimidade no processo cautelar preparatório reflete a legitimidade do processo de conhecimento ou de execução subsequente àquele" (In Theodoro Júnior, Humberto. Processo Cautelar, 4ª ed., São Paulo: LEUD, p. 111).
"Todos aqueles que hajam de figurar como partes na ação principal também devem ser citados para o processo cautelar (STJ-1ªt., REsp 7.461, Min. Pedro Acioli, j. 27.11.91, DJU 16.12.91; RTFR 152/125, RT 476/117). (in Código de Processo Civil e legislação processual em vigor. 43ª ed. São Paulo: Saraiva, 2011. p. 918).
Neste passo, no caso em exame, como o "Parquet" cita o suposto envolvimento de agentes públicos e que a lide futura suscitará a discussão sobre a ocorrência de improbidade administrativa, devem os mesmos ocupar o pólo passivo da demanda em litisconsórcio necessário com o particular.
Ante ao exposto, a teor do art. 321 do CPC/15, emende-se a peça inicial no prazo de 15 dias, sob pena de extinção.”
Deste modo, é de se notar que esta Magistrada tem se pautado em todas as suas ações, inclusive naquelas em que a publicidade é restrita, como fiel observadora dos direitos fundamentais inscritos na Carta da República, se afastando de feitos cujas hipóteses legais de impedimento e suspeição determinam, o que não é o presente caso, principalmente por não possuir qualquer enquadramento legal nas previsões dos arts. 144 e 145 do CPC/15, e por espelhar, objetivamente, verdadeira atuação imparcial e independente.
Portanto, tratam-se de publicações inconsequentes e levianas e que, lamentavelmente, partiram, originalmente, de representantes dos Munícipes.
Ciência às partes, inclusive sobre a possibilidade de renovação do segredo de justiça caso haja juntada de documentos que vulnerem a intimidade, vida privada ou o interesse público.
Certifique o cartório se há manifestação do Ministério Público quanto ao prazo conferido para a emenda à peça inicial.
Publique-se.

Campos dos Goytacazes, 27 de abril de 2016.

Elisabete Franco Longobardi
Juíza de Direito em exercício

quarta-feira, 27 de abril de 2016

MP no HFM


O Ministério Público está realizando uma operação nesse momento, dentro do HFM. Estão fotografando tudo, desde a parte física aos pacientes que se encontram nos corredores.

A ação se deve a uma denúncia e vale ressaltar que a direção do hospital esta sendo representada pelo Dr. Calomeni.

terça-feira, 26 de abril de 2016

Obra da ponte da Integração a pleno vapor.



Foram lançadas hoje o conjunto de 8 vigas que compõem o vão sobre o leito do rio. Agora já são 640 metros de ponte edificada de um total de 1.334 metros